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13 de Novembro de 2013, 15h:49 - A | A

CIDADES / GREVE DO DETRAN

Servidor detido em confronto vai responder processo

Sinetran-MT classificou ação dos policiais militares, durante o protesto, como desnecessária. Paralisação do Detran-MT já dura 22 dias.

VINÍCIUS LEMOS
DA REDAÇÃO



O servidor do Detran-MT, Alex Alexandre, detido na manhã desta quarta-feira (13) durante um protesto da classe, foi liberado três horas após a detenção. O rapaz teria desacatado os policiais militares que faziam a segurança durante a ação dos grevistas. De acordo com a presidente do Sindicato dos servidores do Detran (Sinetran-MT), Veneranda Acosta, o rapaz passa bem.

Conforme o sindicato, após o servidor ser encaminhado ao Cisc do bairro Planalto, um boletim de ocorrências foi registrado contra o rapaz, que foi liberado mas irá responder processo judicial. “Quando o Alex chegou ao Cisc, foi encaminhado para a cela. Depois, o advogado do Detran chegou e, somente após três horas, ele foi solto”, declarou Acosta.

A líder sindicalista considerou desnecessária a ação dos policiais que estavam no protesto. “A ação deles foi uma grande brutalidade, totalmente desproporcional e desnecessária. O governo está tentando resolver os problemas à força”, afirmou.

Os grevistas afirmaram que, durante o movimento, os policiais militares utilizaram spray de pimenta para afugentá-los.

Após o princípio de violência, os ânimos se acalmaram e a vistoria no departamento continuou normalmente.

O OUTRO LADO

A suposta truculência foi negada pelo tenente coronel, Otomar Pereira. Ele afirmou que precisou conter os servidores, porque eles estavam impedindo uma mulher gestante de realizar uma vistoria em seu veículo. 

“A mulher ficou nervosa e tivermos que intervir. Com a ação do batalhão de choque, os servidores sentaram no chão, porém um deles (Alex) ficou em pé e ofendeu os policiais dizendo que eles são covardes. Por isso, tivemos que prendê-lo por desacato a autoridade”, explicou.

A greve dos servidores do Detran completa nesta quarta-feira (13) 22 dias, sem algum avanço nas negociações. Mesmo com uma decisão judicial, que declara a greve ilegal, proferida na última quinta-feira (7), os servidores decidiram manter a paralisação. Mesmo com a greve, 30% dos serviços foram mantidos.

GREVE ILEGAL

O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ/MT) decretou dia 7 deste mês a ilegalidade da greve dos servidores do Detran e determinou o retorno imediato das atividades, sob pena de multa diária ao sindicato da classe de R$ 100 mil.

Dentre as alegações da decisão, estão os prejuízos causados à sociedade com a paralização dos serviços. A decisão é da desembargadora Serly Marcondes Alves, que acolheu pedido da Procuradoria Geral do Estado (PGE). A categoria recorreu da decisão e aguarda julgamento.

As reivindicações dos grevistas são: A melhora no DetranNet, sistema de internet da instituição, que vive fora do ar. A reestruturação organizacional da autarquia, com a redução de cargos comissionados e a destinação de 50% para serem exercidos por servidores efetivos; devolução de servidores cedidos para o Detran por prefeituras e outras secretarias que estão ocupando vagas de candidatos classificados; outro concurso público para profissionais não contemplados no último concurso; revogação da lei complementar que terceiriza o setor de vistoria veicular/ambiental; e publicação de uma lei complementar que defina recursos mensais para o Detran poder funcionar.

O governador Silval Barbosa (PMDB) já solicitou auditoria nas contas do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso (Detran-MT) para verificar como foi utilizada a verba de R$ 36 milhões, que teria sido repassada ao órgão.


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