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01 de Outubro de 2026, 07h:27 - A | A

CIDADES / ÚLTIMA VÍTIMA

Politec identifica paraguaio como terceiro morto em queda de avião em Água Boa

Federico Antonio Gill Lopez, de 41 anos, foi identificado após trabalho de recuperação da pele

Reprodução

Acidente matou três pessoas no dia 10 de setembro.

Acidente matou três pessoas no dia 10 de setembro.

DO REPÓRTERMT



A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou a identidade da terceira e última vítima da queda de um avião ocorrida no dia 10 de setembro, na zona rural de Água Boa (a 625 km de Cuiabá), em Mato Grosso. Trata-se do paraguaio Federico Antonio Gill Lopez, de 41 anos.

Segundo a Politec, Federico era natural de Assunção, no Paraguai, onde também morava. A identificação exigiu vários dias de trabalho dos peritos para hidratação da pele carbonizada até que fosse possível obter material adequado para a confirmação por impressões digitais.

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Com a conclusão do procedimento, as três pessoas que estavam no avião estão oficialmente identificadas. Além de Federico, morreram o empresário Vanderlei Sattler, de 65 anos, proprietário da aeronave, e o paraguaio Luis Alberto Martinez, de 44 anos.

Conforme já mostrou o RepórterMT, Vanderlei foi a primeira vítima identificada pela Politec. Posteriormente, a perícia confirmou a identidade de Luis Alberto por meio de exame da arcada dentária.

O acidente aconteceu na manhã de 10 de setembro, na Fazenda Santa Rita. O avião caiu quase na vertical, pegou fogo após atingir o solo e ficou completamente destruído. Os três ocupantes foram encontrados carbonizados entre os destroços.

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Investigação

A Polícia Civil investiga as circunstâncias do voo e apura indícios de que o Cessna 402 pudesse estar sendo utilizado em uma operação ligada ao tráfico internacional de drogas.

As investigações apontaram que a aeronave deixou Goiânia (GO) sem autorização, documentação regular ou plano de voo aprovado. O possível destino seria a Venezuela, hipótese que também passou a ser analisada após informações prestadas por familiares de um dos ocupantes.

O avião também já havia sido apreendido pela Polícia Federal, em 2017, após ser encontrado com 67 quilos de cocaína. Meses antes da queda, a aeronave havia sido adquirida em leilão judicial. A Polícia Civil também apura as condições em que ocorreu essa compra.

As circunstâncias exatas da queda e a finalidade do voo seguem sob investigação.

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