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Terça-feira, 08 de Novembro de 2011, 13h:51 - A | A

SECOPA

Começam estudos para remover famílias no Córrego Barbado

DA REDAÇÃO

Em parceira com a Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) iniciará ainda este mês a pesquisa de campo para elaboração de um levantamento socioeconômico dos moradores da região do córrego do Barbado. O diagnóstico será importante para identificar a realidade das famílias que serão removidas das áreas de risco, além de orientar o governo sobre a melhor forma de realocar essas pessoas.
 

A retirada dessas famílias será necessária para a construção da avenida Parque do Barbado, idealizada há 20 anos com objetivo de interligar importantes vias da cidade. Está prevista a remoção de centenas de famílias nos bairros Castelo Branco, Canjica, Renascer, Bela Vista, entre outros. Será uma importante obra para desafogar o trânsito na capital, pois interligará as avenidas Fernando Correa da Costa, Arquimedes Pereira Lima, Dante de Oliveira (Av. dos Trabalhadores), Gonçalo Antunes de Barros (Jurumirim) e avenida Vereador Juliano Costa Marques. 


Na última sexta-feira, o secretário adjunto de Desapropriações, Djalma Sabo Mendes Junior, e representantes do Departamento da Geografia da UFMT reuniram-se com líderes comunitários da região para comunicar o início do Estudo de Impacto Socieconômico da Implantação da Avenida Parque do Barbado.


As professoras Cleuza Zamparoni e Carmem Rosseto, coordenadoras da pesquisa, explicaram que cerca de 50 pessoas estarão envolvidas nesse trabalho que será realizado inclusive nos finais de semana. “Os pesquisadores estão devidamente identificados com crachás e visitarão todas as casas”, explicou Carmem Rosseto. Informações sobre renda familiar, acesso à creche e escola, ocupação, perfil dos morados, entre outras, serão colhidas pelos pesquisadores.


O presidente da União Cuiabana das Associações de Moradores (Ucamb), Édio Martins, participou da reunião e disse estar confiante na lisura do levantamento socioeconômico e na condução dos processos de desapropriações. Para o presidente da Associação dos Moradores do Bairro Renascer, José Carlos da Silva, o diálogo direto com as famílias é importante porque muitas pessoas estão preocupadas.


“Estamos agindo com transparência e esclarecendo também as dúvidas dos líderes comunitários. Também já me comprometi a participar de reuniões nos bairros para falar diretamente com os moradores e explicar que eles não serão prejudicados”, ressaltou o secretário adjunto.


De acordo com Djalma, os moradores que vivem nessas áreas de risco poderão optar em serem remanejados para um conjunto habitacional ou indenizados pelas benfeitorias no imóvel.


O Poder Judiciário também acompanhará o andamento dos trabalhos por meio da Justiça Comunitária, que terá 45 agentes comunitários treinados para dialogar e ouvir as demandas dos moradores de bairros.


PARQUE DO BARBADO


A obra está divida em dois lotes. O primeiro está orçado em cerca de R$ 23 milhões e abrange um trecho de quatro quilômetros entre a Av. das Torres e a Fernando Correa da Costa. O segundo, estimado em R$ 10,8 milhões, terá 1.824 metros de extensão, interligando as avenidas Jurumirim e Juliano Costa Marques. No primeiro lote não haverá necessidade de desapropriações.

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Gloria Maria Almeida 08/11/2011

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