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Amiga diz que viu onda de ataques após jovem morrer em cirurgia feita pelo médico Euller Preza.
ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
A repercussão em torno da morte da jovem Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, ocorrida na última sexta-feira (16) durante um procedimento cirúrgico em Cuiabá, gerou forte indignação entre pessoas próximas. Em um desabafo compartilhado nas redes sociais, a psicóloga Karine Rodrigues, amiga da vítima, cobrou respeito à memória de Lurdes, repudiou ataques virtuais e relatou episódios graves de falta de sensibilidade, como pessoas que foram até o velório apenas para registrar imagens do local.
De acordo com o relato, o clima entre os familiares e amigos mais íntimos ainda é de incredulidade diante da tragédia. A profissional destacou que o grupo tenta processar a perda repentina. "A gente ainda está muito anestesiado, ainda não entendemos o que de fato está acontecendo, o que aconteceu. Ainda não caiu a ficha."
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Karine também apontou o comportamento de internautas que priorizam a busca por boatos em vez de prestar solidariedade, criticando postagens maldosas. Durante o pronunciamento, ela relatou situações constrangedoras ocorridas na despedida da jovem e exigiu limites na internet. "Tem várias situações que aconteceram de pessoas irem até o velório e ficarem gravando, e a gente não teve forças para impedir isso, mas é uma total falta de respeito."
A amiga enfatizou que nenhum comentário ou julgamento virtual tem o poder de alterar o tamanho da dor sentida por quem amava Lurdes, lembrando que a decisão de buscar procedimentos estéticos estava ligada ao desejo de bem-estar. "Lembrem-se que ninguém vai atrás de um sonho para ir embora. Lembrem-se que nem tudo é vaidade, às vezes a gente só quer se sentir bem."
A amiga fez ainda um apelo para que cessem as especulações vazias, dizendo que há um impacto devastador que as palavras ofensivas causam nos familiares que enfrentam o luto, como o marido, os pais, os irmãos e os dois filhos pequenos da vítima. "Essas 'verdades' que vocês dizem sem saber de fato, lembrem-se que isso são só palavras. Às vezes para vocês só são palavras, mas para quem ama entra como uma faca no peito."
Entenda o caso
Lurdes Maria de Lima Pessoa Padilha, de 24 anos, faleceu na última sexta-feira (16) durante a realização de uma lipoescultura e de um implante de próteses mamárias no Hospital Geral e Maternidade de Cuiabá.
A jovem sofreu uma parada cardiorrespiratória durante o procedimento e não resistiu, apesar de cerca de duas horas de tentativas de reanimação por parte da equipe médica. Mãe de dois filhos, ela era casada.
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Após a confirmação da morte, familiares confrontaram o cirurgião plástico Euller Gustavo Preza, que relatou ter sofrido agressões físicas e ameaças de morte, registrando um boletim de ocorrência.
Em nota, a defesa do médico afirmou que ocorreu uma intercorrência súbita e imprevisível durante a cirurgia, a qual foi interrompida imediatamente para as manobras de socorro.
O caso é investigado pela Polícia Civil, enquanto o Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso (CRM-MT) instaurou uma sindicância para apurar a dinâmica e a conduta profissional no atendimento.
Veja o vídeo:

















