ANA ADÉLIA JÁCOMO
Após parte dos vereadores dispararem duras críticas à recém-criada Empresa Cuiabana de Saúde, o secretário de Comunicação da Prefeitura de Cuiabá, Kleber Lima, saiu em defesa nesta quarta-feira (23) do projeto criado pelo chefe do Executivo municipal Mauro Mendes (PSB).
Alguns parlamentares acusam o prefeito de induzi-los ao erro, já que a aprovação da proposta teria sido baseada em um projeto apresentado pelo Conselho Municipal de Saúde, que visava administrar exclusivamente o Hospital das Clínicas. No entanto, o projeto aprovado é outro, que dá plenos poderes à empresa para que administre toda rede municipal de Saúde. Leia AQUI.
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“A empresa é pública e subordinada à Secretaria de Saúde. As pessoas que se manifestam de forma contrária, precisam de mais informações. Não existe qualquer ligação entre o projeto encaminhado pelo prefeito e a deliberação do Conselho de Saúde. São propostas totalmente diferentes e, mesmo que o projeto tenha chegado na Câmara em regime de urgência/urgentíssima, eles receberam e puderam ler antes da votação”, afirmou o secretário.
Segundo Kleber, a maioria dos vereadores optou por travar uma “guerra ideológica” contra Mauro Mendes, e fariam questão de ir contra qualquer deliberação do Executivo, mesmo que isso signifique melhorias para a cidade.
“Penso que se trata mais de uma ‘guerra ideológica’. Quando digo ‘guerra’, não falo somente sobre política, mas digo que alguns vereadores estão mais preocupados em marcar contra a administração, do que enfrentar o problema concreto da Saúde. A criação dessa empresa é uma inovação para um problema crônico de Cuiabá. Infelizmente, as pessoas se recusam a entende um novo modelo, porque estão presas a moldes antigos”, disparou Kleber.
ALVO DE CRÍTICAS
A criação da empresa tem sido alvo de discussão na Câmara e deve virar tema de audiência pública nos próximos dias. O vereador Allan Kardec (PT) retirou apoio: “O projeto não passou pelo conselho de saúde. Fomos induzidos ao erro”, disse em plenário.
Maurélio Ribeiro (PSDB), também disse que o parlamento errou ao aprovar o projeto: “Devemos fazer leis que protejam a população, devemos fazer nosso papel de debatedor, fiscalizador dos interesses da sociedade”, pontuou.
O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Faissal Calil (PSB), disse que o parlamento autorizou somente a criação da empresa, mas ela ainda não foi instaurada, portanto seu estatuto ainda pode e deve ser debatido.









