ANA ADÉLIA JÁCOMO
No próximo ano a eleição para escolha do novo governador de Mato Grosso deve teve ter, ao menos, cinco candidatos. Segundo o analista político João Edisom, o político de maior musculatura para encarar a disputa é o senador Blairo Maggi (PR), que já foi chefe do Executivo por dois mandatos (2002 e 2006). Sem o republicano na disputa, o senador Pedro Taques (PDT) é o segundo mais cotado para assumir o Palácio Paiaguás.
O juiz Julier Sebastião da Silva também aparece como virtual candidato pelo Partido dos Trabalhadores (PT), assim como o ex-diretor-geral do Dnit Luiz Antônio Pagot (PTB), o presidente afastado da Assembleia Legislativa José Riva (PSD) e o deputado federal Nilson Leitão (PSDB).
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João Edisom afirmou que cada possível candidato tem uma particularidade. No caso de Blairo ele tem muita força no Estado, com o apoio do agronegócio e bases eleitorais em todas as cidades. Sobre a recusa do republicano em declarar a candidatura, o analista disse que acredita que a resistência seja apenas uma estratégia. “O Blairo deixou um enorme espólio político. Se ele disser que é candidato agora, vai passar dois anos desembolsando favores. Vai ser muita gente em volta pedindo, pedindo. Ele já foi governador duas vezes. Tem perfil executivo e é natural essa relação mais próxima”, disse ele.
Em relação a Taques, João Edisom acredita que, se Blairo realmente não entrar na disputa, o pedetista deve ser “candidato único”, posto que é o que mais atende a tendência nacional de judicializar a política. “O povo está cansado de corrupção. Querem votar em quem vem do judiciário. É um momento muito bom para o Taques, porque ele é forte, não é o PDT, nem as alianças, é o nome dele que tem força. Só que ele não tem o agronegócio, tem apenas Cuiabá e Rondonópolis. É pouco. Mas ainda assim, ele pode vencer fácil”.
Sobre Julier, o analista disse que o magistrado significa o fracasso do PT no Estado, posto que a legenda não tem nome de peso para ingressar numa disputa majoritária e a filiação seria uma tentativa de emplacar um vice para Taques. “O eleitorado do Taques e do Julier são idênticos. O Taques tem experiência e pode ser isso que o PT pensa, porque estão muito fracos”. O nome de Luiz Antônio Pagot pode ser usado pelo PTB para marcar o nome do partido durante o pleito.
Mesmo com os graves problemas judiciais, o analista não descartou a candidatura de José Riva. Para ele, Riva pode muito bem ser candidato também, no entanto, isso faria com que a campanha tivesse um nível muito baixo, posto que o social-democrata acumula mais de 100 processos judiciais e teve recentemente a cadeira de presidente da AL cassada. Além desses entraves, ele e Taques são grande inimigos políticos.
Os tucanos, segundo João Edisom, devem marcar território com Nilson Leitão, mas a candidatura não teria objetivo de conquistar o governo, mas de levar o nome do partido, com vistas a eleição para presidente da República, que também ocorre ano que vem. A legenda deve lançar o senador Aécio Neves na disputa.














