FERNANDA LEITE
Para o deputado da base de oposição, Percival Muniz (PPS), a reunião com o secretário extraordinário da Copa (Secopa), Eder Moraes, com os parlamentares, no colégo de líderes, na tarde de terça-feira (19) foi uma conversa de “compadres”. Ele criticou a reunião onde o responsável pelo andamento das obras do Mundial deu "explicações' sobre os gastos, supostamente abusivos, com as obras da Copa de 2014. O encontro aconteceu a portas fechadas sem a presença da imprensa e da sociedade. Os gastos da Agecopa chegam a R$160 milhões dos mais de R$ 300 milhões a serem investidos nos 28 projetos. O problema é que boa parte deste gasto foi para fazer projetos que, agora terão que ser refeitos, ou seja, mais gastos.
“Deveríamos ter este tipo de reunião ao vivo e gravado para que a população também participe. A sociedade é o maior envolvido, por causa dela estamos aqui. Quem precisa saber onde está o dinheiro e a condução das obras é o cidadão”, criticou o líder político do PPS.
Percival sugeriu que Eder justifique as suplementações dos gastos, incluindo os recursos do Fethab. “Colégio de Lideres é para tratar de assuntos da Casa. Como a derrubada de vetos, processos de votações, questões internas e não para ouvir explicações. Quero que ele [Eder] diga onde está sendo investido os recursos do Fethab”, questionou.
Percival criticou o não funcionamento do painel de contagem regressiva para o início dos jogos. O equipamento foi instalado há quase dois meses e segundo informações, o relógio encontra-se desligado. A empresa contratada recebe por mês R$ 37 mil. “O custo daquela coisa, que não sei como definir, tinha que ser investido em outras utilidades públicas. Temos que evitar o desperdício do dinheiro público”, lamentou.
Muniz cobrou maior atuação do presidente da Comissão de Acompanhamento das Obras da Copa do Mundo, deputado estadual Wagner Ramos. “Temos que atentarmos para estes impasses que são mal explicados para população”, pontuou.
O líder do governo na AL, Romoaldo Júnior, disse que as explicações do presidente da Secopa foram suficientes. Segundo ele, os andamentos das obras estão ocorrendo com responsabilidade.
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