ANDRÉ MICHELLS 13h00
DA REDAÇÃO
O presidente da Agecopa, Eder Moraes, mostrou mais uma vez que gosta de aparecer, mas somente quando o assunto é para inflar ainda mais seu ego. Depois da decisão da presidente Dilma Roussef (PT), ontem (11) em cortar R$ 2 bilhões da verba do PAC da mobilidade para Cuiabá, ocasionando a iminente perda de obras como viadutos, trincheiras e avenidas, isso sem falar do caso VLT, Eder Moraes sumiu do mapa e desligou o celular. O mesmo fez o diretor de infraestrutura, Carlos Brito.
Nossa reportagem tentou, insistentemente, ouvir ambos sobre o assunto, mas sem sucesso. O deputado José Riva (PP), que defende a implantação do Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), já havia manifestado preocupação ontem sobre a parcimônia do governo em relação às questões da Copa em Cuiabá e, hoje, indignado com a possível perda de tais obras, admitiu o que chamou de desastre para o estado.
"Fica, com isso, inviabilizada a Copa aqui. Não tem razão de ser. A Copa em Cuiabá seria a redenção da cidade e de MT, mas, sem as obras de modernização, o evento deixa de fazer sentido. Infelizmente, Essa determinação da Dilma é um desastre para Mato Grosso", disse o deputado.
Eder Moraes, que chegou à Agecopa, como grande salvador do fiasco em que a instituição estava correndo o risco de se transformar, ao assumir o cargo, baixou normas e proibiu diretores de falar em nome da agência, a não ser ele mesmo. Seria interessante a atitude se, ao menos, atendesse a imprensa quando solicitado.
Após veto das obras do PAC da Copa, na noite de ontem (11), pela presidenta Dilma Roussef, Cuiabá perdeu investimentos para execução das obras de mobilidade urbana. Para que trincheiras, viadutos, travessias e outras intervenções saiam do papel, o Governo do Estado, terá que assumir o custeio, algo praticamente impossível de acontecer, dada a situação delicada das finanças. No total, mais de R$ 2 bilhões foram perdidos.
Envolto no mal explicado caso dos precatórios, em que o estado pagou de forma duvidosa cerca de R$ 300 milhões a construtora Andrade Guitierrez, Eder ainda não mostrou a que veio na Agecopa, apesar de, ainda, mesmo longe da Casa Civil, ser o homem forte do governo e, tido por muitos, como o governador de fato.
Mas, e agora, depois do iminente fiasco em que Cuiabá corre o risco de se tornar, quais serão os passos e atitudes da fortaleza egocêntrica do governo? Entregar a Copa para Goiânia ou Campo Grande? Virar o jogo e resolver tudo? Ou jogar a toalha de uma vez?
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