THIAGO ITACARAMBY
Há quase dois meses no comando da Secretaria Extraordinária da Copa do Mundo (Secopa), Maurício Guimarães, aos poucos tem mostrado a diferença de estilo em relação ao seu antecessor, Eder Moraes. O atual secretário, que é engenheiro por formação, tem adotado uma linha estritamente técnica em relação aos contratos firmados na Pasta. A primeira constatação é de que não falta coerência ao servidor público. Sem alardes, Guimarães vai ganhando a confiança do governo.
Por outro lado, há vários aspectos em que é possível diferenciar as gestões supracitadas, como por exemplo, o fato de que Eder de Moraes focou grande parte das suas investidas em decisões consideradas equivocadas. É o caso do telão de LED que mostrava a contagem regressiva para o início da Copa do Mundo de 2014 em Cuiabá. O equipamento foi desativado em novembro do ano passado e custou R$ 74 mil para o governo do Estado.
O escândalo das Land Rovers também é ponto negativo na gestão passada. Prejuízo, até agora, de R$ 2 milhões. O ex-secretário foi até a Rússia com o governador Silval Barbosa (PMDB) para conhecer os veículos, mas não consultaram o Ministério da Defesa para efetuar a compra.
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Também é possível diferenciar as duas administrações no quesito autonomia. A gestão de Moraes estava acima dos poderes até mesmo do governador Silval Barbosa (PMDB), que chegou a oferecer cargos, deixando de lado a onda de escândalos e contratos mal explicados, como é o imbróglio das dez Land Rovers.
CONTRATOS
Recentemente a atual gestão da Secopa rescindiu um contrato (sem licitação) com o artista plástico Frede Hortelli Fogaça. O contrato previa a prestação de serviços de artes plásticas, com confecção de esculturas a fim de promover a fauna e as belezas naturais do Estado. O material a ser idealizado atenderia às promoções da Copa do Mundo.
De acordo com a Secopa, a quebra de contrato ocorreu porque o artista não atendeu os prazos estabelecidos pela pasta. A secretaria nega qualquer tipo de empecilho com a gestão anterior, que possa ter contribuído para tomada de decisão.
O secretário Maurício Guimarães informou que outros acordos também deverão ser ‘ajustados’. A informação é de que todos eles serão readequados de acordo com o orçamento da pasta. Os dois gestores possuem uma relação ‘amigável’, e trabalharam juntos também na Casa Civil, no governo de Blairo Maggi (PR).












