FERNANDA LEITE 12h00
DA REDAÇÃO
Não será desta vez que a população cuiabana saberá se o modal de transporte na Capital será o Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) ou Bus Rapid Transit (BRT). De acordo com o primeiro-secretário da Assembleia Legislativa, deputado Sérgio Ricardo (PR), a viagem de uma comitiva de MT para São Paulo, foi somente para receber estudos de viabilidade do VLT. Na semana passada a cúpula do governo informou que a escolha seria divulgada nesta sexta (10).
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"Não teremos a resposta hoje, somente implementações de estudos que estão sendo feitos para saber qual será o modal que terá um menor custo de implantação e de gerenciamento, entre outros gastos", comentou SR.
O modal de transporte VLT é uma das principais alternativas de mobilidade urbana avaliada pelo Governo do Estado para a Copa do Mundo de 2014, porém, cercado de muita polêmica e articulações políticas.
Sérgio, pessoalmente, defendeu a implantação do VLT, fazendo coro com o deputado Riva, principal defensor do modal, já que, segundo eles, as desapropriações podem ser reduzidas em até 80%. "Eu defendo a escolha do VLT por ser mais fácil a implantação. A desapropriação será menor, se caso for o BRT as áreas desapropriadas serão o dobro, o que irá gerar mais custo e dificuldades de implantação", disse o parlamentar.
O Presidente da Agecopa, Eder Moraes, também já se posicionou a favor do VLT. Uma comitiva do estado, incluindo o governador Silval Babosa, visitou o sistema na cidade do Porto, em Portugal em abril, e voltou da Europa com praticamente a decisão tomada, porém nada é oficial ainda.
Os estudos estão sendo feitos pela empresa TTrans, com sede em São Paulo. Ainda hoje (10), a comitiva que esteve em SP se reune com o governador Silval Barbosa (PMDB) para apresentar os argumentos sobre VLT.
Assim que for anunciada a escolha, o presidente da AL, Riva, convocará uma audiência pública para debater o assunto com a sociedade.
Para implantar o BRT, o orçamento é de cerca de R$ 400 milhões fora o custo com desapropriações, que pode chegar a mais de R$ 1 bilhão. Já o VLT está estimado em R$ 1,3 bilhão e prevê poucas desapropriações.
















