ANA ADÉLIA JÁCOMO
Após denúncias "explodirem" no Palácio Paiaguás, o vice-governador Chico Daltro (PSD) já teria dado ordens para que seu assessor especial Rowles Magalhães fosse exonerado. A expectativa é que nesta terça-feira (21) a medida seja publicada no Diário Oficial.
Envolto na tentativa de encontrar uma solução para crise, o alto escalão do governo está recluso. Ninguém atende celular e poucos estão autorizados a falar sobre o assunto.
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Rowles ainda não se pronunciou sobre as supostas denúncias que teriam sido feitas ao portal UOL - site ligado à Folha de SP - de que um forte esquema de propina teria beneficiado a empresa vencedora da licitação da obra do VLT. O consórcio VLT Cuiabá teria desembolsado R$ 80 milhões para membros do governo, a fim de vencer o certame.
O que mais pesa sobre Daltro é a estranha ligação com Rowles, que era representante do fundo de investimentos Infinity, mas que em abril deste ano tornou-se membro do staff do Governador Silval Barbosa (PMDB), a pedido de Daltro.
Rowles articulou a doação à Secopa, do estudo de viabilidade do VLT, estimado em R$ 14 milhões, em parceria com a estatal portuguesa Ferconsult.
No entanto, cogita-se que ele conseguiu o estudo sob a condição de que o Estado fizesse uma PPP (parceria público-privada) para construir o VLT, e que o fundo Infinity e sua parceria, Ferconsult, fariam parte do grupo consultor.
O ex-assessor tinha tantos privilégios na vice-governadoria que chegou a viajar duas vezes na companhia de Daltro, supostamente para articular a implantação do modal em Cuiabá. Na primeira, ele foi à cidade do Porto, em Portugal, ainda na qualidade de representante do fundo. Na segunda viagem, em 29 de abril deste ano, Rowles foi a Londres, na Inglaterra, com Chico Daltro para captar mais recursos para o Estado e contatar empresas interessadas em administrar o VLT, depois que o sistema estivesse em pleno funcionamento. Até, agora, a viagem não deu resultados concretos.
Trecho das gravações publicadas pelo portal UOL mostra o assessor especial afirmando ao jornalista Vinícius Segalla que foi ele quem organizou a concorrência de cartas marcadas pela obra do VLT. Ele conta que organizou em maio do ano passado a viagem a Portugal, para conhecer os investidores que estavam dispostos a construir o modal. Rowles revela, ainda, que coordenou toda a concorrência, além de ter formado todos os consórcios que participaram da licitação.
Leia trecho do diálogo:
Rowles: Aí, fomos todos (Daltro, Silval, deputado estadual José Riva, Rowles, então secretário da Secopa Eder Moraes, ex-deputado estadual Sérgio Ricardo e deputado Guilherme Maluf) conhecer o VLT. Andamos tudo. Chamamos todo mundo no processo.
Repórter: Nessa época que teve aquela viagem que você esteve junto?
Rowles: Estive junto. Foi a minha viagem. Eu que formei. Eu que formei tudinho. Eu que levei.
Repórter: Os clientes?
Rowles: Todos os grupos que estavam na disputa pelo VLT. Os três primeiros grupos têm contato comigo. Os três.
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Macêdão 21/08/2012
É a batata de alguém es assando e se brincar vai sair queimada.
Ana Beatriz 20/08/2012
Isso ta mto estranho mesmo. Uma relacao um tanto duvidosa demais, o que este cara tva fazendo no governo? Explica ar daltro.
Francisco Campos 20/08/2012
Demite o assessor que falou a verdade e fica tudo por isso mesmo, etá paizinho de malandros e de juizes que fecham os olhos para a grande roubalheira.....
3 comentários