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18 de Agosto de 2011, 16h:04 - A | A

POLÍTICA /

Assessor da Agecopa tenta "intimidar" jornalista após publicação de matéria



ANDRÉ MICHELLS  18h45
DA REDAÇÃO


O assessor de imprensa da Agecopa, Eduardo Ricci, pode causar desgaste desnecessário à cúpula da agência. Na tarde desta quarta-feira (17) o assessor tentou intimidar uma jornalista do RepórterMT, dizendo que o diretor Carlos Brito não estaria atendendo aos telefonemas dela porque não teria gostado da matéria intitulada: "Agecopa tenta "enganar" Infraero com Copa das Confederações", de autoria da jornalista e publicada neste site.

A matéria foi feita depois que representantes da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados visitaram obras da Arena Pantanal e aeroporto Marechal Rondon.

A tentativa de enganar a Infraero, citada pela reportagem, se deve ao fato de diretores da Agecopa usarem a Copa das Confederações, na qual Cuiabá seria uma das sedes para forçar a Infraero a adiantar a entrega das obras de reforma do aeroporto em seis meses. Claro que a estatal negou. Os próprios membros da Comissão, inclusive o baixinho Romário, disseram nunca terem ouvido a suposição de que a capital de MT seria sede do evento. 

Ricci, em tom "didático", argumentou que a repórter estaria se "queimando" ao assinar tal texto. Ele jura que não houve tentativa de enganar a Infraero e que a Copa das Confederações em Cuiabá não está descartada.

Talvez o assessor não saiba o que fala seu próprio presidente, Eder Moraes. O chefe de Ricci, após lançamento de obras no entorno da Avenida do CPA, no início do mês, havia descartado o evento na cidade, argumentando questões de tempo e de tamanho da sede já que, apenas, segundo ele mesmo disse, 5 cidades sediarão os jogos no ano de 2013.

Eder falou em alto e bom som. "Não vamos nos iludir com a Copa das Confederações, são apenas cinco sedes e, em qualquer bairro de São Paulo, cabe nossa população inteira, estamos trabalhando pensando somente no Mundial", avisou.

Os nobres dirigentes da Agecopa têm todo o direito de não gostar de reportagem escrita por A ou B, mas não têm direito algum de cercear a liberdade de expressão e, muito menos, de sonegar informações para a sociedade sobre os "trabalhos" realizados pelos seus membros. 


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