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29 de Maio de 2014, 03h:50 - A | A

POLÍTICA / RÉU NA ARARATH

Vivaldo não resiste, pede pra sair e Silval exonera adjunto da Sefaz que virou réu na Operação Ararath

A exoneração de Vivaldo Lopes foi publicada no Diário Oficial do Estado que circula nesta quinta-feira (29)

Divulgação

Eder Moraes prestigiando lançamento do livro de Vivaldo Lopes: Mato Grosso Território de Oportunidades

Eder Moraes prestigiando lançamento do livro de Vivaldo Lopes: Mato Grosso Território de Oportunidades

DA REDAÇÃO



O governador Silval Barbosa (PMDB) demitiu o Secretário Adjunto do Tesouro Estadual, da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz), Vivaldo Lopes. Lopes foi citado no inquérito da Polícia Federal durante a operação Ararath, que investiga o crime de lavagem de dinheiro.

Um dos supostos mentores do esquema, segundo a Polícia Federal, é o ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes, que já foi chefe de Vivaldo quando comandou a pasta.

A publicação da exoneração de Vivaldo Lopes está no Diário Oficial do Estado que circula nesta quinta-feira (29). Se foi por pressão ou não, a informação consta que a sua demissão se deu a seu pedido e acatado por Silval.

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A motivação para saída de Vivaldo não é por causa do nome dele aparecer na investigação, mas sim porque na terça-feira (27), o juiz Jeferson Schneider, da quinta vara da Justiça Federal, acatou o pedido do Ministério Público Federal e Vivaldo Lopes, assim como Eder Moraes, a mulher dele, Laura Dias e o superintendente do Bic Banco, Luiz Carlos Cuzziol, viraram réus na ação por crime de lavagem de dinheiro.

O advogado de Vivaldo Lopes, Ulisses Rabaneda, disse que o secretário não cometeu nenhum delito e que serão apresentados documentos que comprovam que a movimentação financeira na conta do réu ocorreu de forma lícita. 

Numa entrevista ao site Rdnews, Vivaldo alegou ter emprestado a conta da empresa da qual é proprietário, a Brisa Consultoria, para que Eder Moraes, fizesse um único depósito no valor de R$ 75 mil, em 2010, e acabou virando alvo da Operação Ararath, deflagrada pela Polícia Federal no dia 19 de fevereiro, dia que a casa de Eder recebeu a visita dos agentes da PF.

Segundo Lopes, o dinheiro era oriundo de uma empresa patrocinadora do Mixto Esporte Clube, naquele ano comandada pela Associação dos Amantes do Futebol e Amigos do Mixto (Afam), da qual Eder era presidente.

“Emprestei a conta em razão de o Mixto não poder receber o valor por causa das contas bloqueadas. O dinheiro seria destinado para o pagamento das despesas do clube, como fornecedores e pagamento de salário dos jogadores. Foi uma situação ocasional, eu trabalhava com ele na Sefaz”, afirmou o secretário à época. A empresa dele foi vasculhada pela Polícia Federal, que levou documentos e computadores.

Também nessa terça-feira (28), a Justiça Federal bloqueou os bens e contas bancárias dos réus e alvos investigados pela Polícia Federal. A decisão foi tomada pelo juiz Jeferson Schneider e está em segredo de Justiça, por isso, não foram revelados quais os alvos que tiveram os bens bloqueados.

Eder Moraes continua preso no presídio da Papuda, em Brasília, desde o dia 20 de maio, terça-feira retrasada. 

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