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30 de Outubro de 2026

30 de Outubro de 2026, 22h:33 - A | A

POLÍTICA / BASTIDORES DO 2º TURNO

Áudio atribuído a sindicalista expõe plano para adesivar ônibus no episódio que levou Zanin a prorrogar votação; ouça

Gravação atribuída ao presidente dos rodoviários orienta colocar material nos coletivos que sairiam para circular; episódio ocorre em meio à investigação sobre falta de transporte em Salvador

Divulgação

Prefeitura atribui atrasos à retirada de propaganda eleitoral.

Prefeitura atribui atrasos à retirada de propaganda eleitoral.

DO REPÓRTERMT



Um áudio atribuído ao presidente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, Fábio Primo, expõe uma mobilização para colocar adesivos eleitorais nos ônibus que transportariam passageiros durante o segundo turno das eleições, no domingo (25). A gravação apresenta divisão de tarefas entre integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e orientações para atuar nas garagens das concessionárias.

O material, divulgado pelo Informe Baiano, orienta os participantes a procurar os operadores e identificar antecipadamente quais veículos entrariam em circulação. A justificativa apresentada é que não havia adesivos suficientes para toda a frota.

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“Eu quero que a CTB se responsabilize pelas garagens”, afirma a voz atribuída ao dirigente.

Ao distribuir as tarefas, o interlocutor menciona responsáveis por unidades identificadas como G2, G5 e G6. A recomendação é direta: “colar apenas nos carros que vão sair”.

A gravação também orienta colocar um adesivo por veículo, na parte dianteira, próximo ao lado do passageiro, sem comprometer a visão do motorista.

A propaganda eleitoral em ônibus do transporte coletivo urbano é proibida. O entendimento está registrado na jurisprudência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que veda esse tipo de publicidade em veículos utilizados na prestação de serviços públicos.

O conteúdo acrescenta um novo elemento à controvérsia sobre os ônibus que permaneceram nas garagens enquanto eleitores enfrentavam dificuldades para chegar aos locais de votação.

O prefeito Bruno Reis (União Brasil) afirmou que sindicalistas colaram propaganda do PT nos veículos e que a necessidade de retirar os adesivos atrasou a operação. Segundo o prefeito, um empresário impediu a saída dos coletivos por receio de irregularidade eleitoral. A administração municipal informou posteriormente que autorizou a circulação mesmo com o material.

A fiscalização estadual, porém, apresentou informações que questionam essa explicação para a retenção da frota. Segundo o Procon-BA, foram encontrados 944 ônibus parados em nove garagens, sem constatação de adesivação generalizada. O órgão também apontou ausência de equipes operacionais e de apoio de plantão.

A Procuradoria-Geral do Estado apresentou notícia-crime ao Ministério Público Federal para apurar possíveis responsabilidades do prefeito, do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza, e dos sócios das concessionárias. Os documentos também foram encaminhados a outros órgãos de investigação. A responsabilização depende das apurações.

Em nota, o Sindicato dos Rodoviários repudiou tentativas de responsabilizar a entidade pela retenção dos ônibus sem apresentação de provas e defendeu a investigação dos fatos.

OUÇA O ÁUDIO

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