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09 de Novembro de 2016, 17h:38 - A | A

POLÍTICA / ANÁLISE

Vitória de Trump pode alavancar Maggi e Mauro e transformar Taques em estadista

"Cai no colo do governador Pedro Taques a rara oportunidade de usar 'facões' de todos os tamanhos para organizar essa bagunça chamada governo de MT; se ele enxergar isso, vira estadista", diz Onofre Ribeiro

FRANCISCO BORGES
DA REDAÇÃO



A conquista do posto de presidente da República dos Estados Unidos da América (EUA) pelo republicano Donald Trump, de 70 anos, pode mostrar uma tendência que aos poucos a população já está adotando novos perfis políticos para comandar cidades, estados e países, conforme avaliação do analista político e professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Onofre Ribeiro.

"Podemos concluir então que o mundo está mudando de modelo político também”, analisa Onofre Ribeiro.

Segundo ele, o impacto nacional que população teve com a vitória do republicano foi a de que a escolha de pessoas enérgicas no comando de administração pública se tornou uma tendência tão forte que ganhou a simpatia mundial. De acordo com Ribeiro, está havendo uma espécie de “cansaço” na política mundial tradicional que aos poucos vem chegando ao Brasil e consequentemente atingindo os estados e municípios.

“O pensamento de agora é sobre políticos que não pensam de forma tradicional. Isso já está ocorrendo e agora ocorreu na maior economia do mundo. No Brasil não vai ser diferente"

“Depois da 2ª guerra mundial, nós vimos muitas transformações que se fossemos juntá-las poderíamos perceber que está havendo mudanças. Grandes potências caindo, crises, empobrecimento da Europa, fragmentação da União Europeia, fragmentação do Oriente Médio, fragmentação do petróleo no mundo e, por último, a fragmentação das esquerdas aqui na América Latina são meros exemplos que grande acontecimento tem mudado nosso jeito de pensar. Podemos concluir então que o mundo está mudando de modelo político também”, analisa.            

De acordo com o analista, a troca de comando feita pela maior economia do mundo seria um “tiro no escuro”, mas que ao mesmo tempo “significava que o inconsciente coletivo tinha percebido algo até mesmo no EUA, tido como de postura tradicional, mas que se rendeu ao novo”, diz.

No Brasil o professor diz que o impacto é o mesmo, a exemplo do prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), que teria adotado o mote de ser avesso à política tradicional e ter vencido as eleições ainda no primeiro turno em um pleito histórico. “Viu o caso do Doria. Ele foi para prefeito, mas a maior cidade do nosso país já mudou o jeito de pensar”, exemplifica.   

“O pensamento de agora é sobre políticos que não pensam de forma tradicional. Isso já está ocorrendo e agora ocorreu na maior economia do mundo. No Brasil não vai ser diferente. Sorte de quem tiver essa postura nas próximas eleições, pois sairia com uma vantagem numa corrida eleitoral”, disse.       

Ribeiro ainda afirma que se no país e tendência “for para frente” é bem provável que Mato Grosso adote a mesma postura. Segundo o professor, o estado poderá adotar nomes diferentes para os próximos pleitos do Executivo estadual e vê grandes possibilidades de um retorno do ministro Blairo Maggi (PP) ao governo.

“Por exemplo, o ministro Blairo Maggi (PP) que nunca teria se desligado do ramo empresarial, é enérgico e não faz jus a um político tradicional seria um bom nome. Esse não é um político tradicional, mas sim um empresário que toma decisões da administração pública como se fosse na iniciativa privada”, argumentou.

De acordo com Onofre, outro nome nesse “novo modelo” político é o do prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB), que tem o mesmo perfil de Maggi e deixa a Prefeitura com boa aceitação. “Outro exemplo é o Mendes. Ele tem esse modelo diferente de ser político tão aceito que deixa a Prefeitura com a popularidade e aceitação em alta”, concluiu. 

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Ademir 11/11/2016

Amigo Onofre, já disse isso em comentários antes vc parou no tempo infelizmente, reveja seus conceitos amigo.

estevan 11/11/2016

Dizer que o momento politico americano mostra que gestores como Pedro Taque e Mauro Mendes estão em alta é muita falta de percepção de analise de conjuntura econômica mundial. Trump foi eleito pelo alto percentual de americanos que cansou dos elevados índices de empregos perdidos para os latinos e por empresas localizadas na Ásia com mão de obra quase escrava. Nos Estados Unidos como o voto é facultativo muitos eleitores situacionistas não foram votar. Tanto é inconsistente a afirmação do professor que as abstenções em MT foram superiores ao candidato do modelo empresarial que o PSDB quer impor. São Paulo também foi um caso a parte de ruptura com o modelo petista do Haddad.

Jorge 10/11/2016

Gostaria que esse governador não candidatasse nem para síndico ou presidente de bairro

Laura 10/11/2016

Taques estadista????... Essa puxação de saco foi demais..kkkk

Luciano 09/11/2016

Parabéns pela matéria e verdade explícita contida nela. Só esqueceu de dizer pior governador de Mato Grosso vai sair com índice de rejeição altíssimo. Ele governa pra ele está se achando que todo mundo tem que ir de joelhos pedir bença

alexandre 09/11/2016

Taxis queimou os creditos que ele tinha, depois da campanha pra prefeitura de cuiaba ele se equiparou aos politicos tradicionais,no pior da velha politica nunca ouvir falar de um Estadista prepotente e arrogante, está mais próximo de um modelo de ditador que protege o agronegócio, ficaria muito feliz se ele voltasse a ser o Senador Pedro Taques, governador malvadeza não faz um bom governo.

6 comentários

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