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18 de Novembro de 2025, 17h:30 - A | A

POLÍTICA / PALETÓ PARKING

Nova CPI na Câmara vai investigar se houve direcionamento em concessão de estacionamento em Cuiabá

Caso aprovada, a CPI terá poder para convocar autoridades, inclusive o ex-prefeito, e requisitar documentos.

Reprodução

A Câmara de Cuiabá irá instalar nos próximos dias uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades no contrato firmado, ainda na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), entre a Prefeitura e o Consórcio CS Mo

A Câmara de Cuiabá irá instalar nos próximos dias uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades no contrato firmado, ainda na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), entre a Prefeitura e o Consórcio CS Mo

FERNANDA ESCOUTO
DO REPÓRTER MT



A Câmara de Cuiabá irá instalar nos próximos dias uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar possíveis irregularidades no contrato firmado, ainda na gestão do ex-prefeito Emanuel Pinheiro (PSD), entre a Prefeitura e o Consórcio CS Mobi, empresa responsável pelo estacionamento rotativo no Centro da Capital e a revitalização do Mercado Municipal. A investigação vai apurar se houve direcionamento na licitação que resultou na contratação.

O requerimento da proposta, de autoria do vereador Coronel Dias (Cidadania), foi lido na sessão de hoje (18) e recebeu 11 assinaturas.

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Nós não vamos investigar o mesmo objeto da CPI anterior, que foi o contrato. O que eu vou investigar é como se deu a licitação, como foram as reuniões, porque os pareceres não foram respeitados, por exemplo”, afirmou Dias.

Segundo o parlamentar, há indícios de que a empresa possa ter sido direcionada desde o início e que o acordo sofreu alterações que permitiriam a criação de até 9 mil vagas de estacionamento rotativo na região central da capital.

De acordo com o requerimento, o suposto direcionamento começou em 2019, quando a empresa Promulti Engenharia apresentou ao município uma proposta para elaborar estudos de revitalização do Mercado Municipal. Mesmo após pareceres contrários emitidos por procuradoras do município, o Executivo alterou o decreto que regulava a matéria, permitindo “apresentação espontânea de propostas” sem chamamento público.

Com isso, a Promulti conduziu sozinha o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) e, posteriormente, integrou o consórcio vencedor da licitação baseada nos próprios estudos. Para o Coronel Dias, isso representa conflito de interesses e possível violação das normas de licitação.

O parlamentar também aponta que o objeto do contrato foi ampliado de forma questionável. Enquanto o PMI previa apenas a revitalização do Mercado Municipal, o edital final incluiu todo o sistema de estacionamento rotativo do Centro.

Posteriormente, aditivos ao contrato teriam elevado o número de vagas inicialmente previstas, chegando a 3 mil novas vagas no 3º Termo Aditivo e, depois, a solicitação para ampliar o sistema para até 9 mil vagas, o que ultrapassa o limite legal de 25% para alterações contratuais.

O requerimento também destaca que o contrato prevê pagamentos mensais de mais de R$ 1,1 milhão ao consórcio, enquanto a concessionária exploraria receitas acessórias estimadas em quase R$ 1 milhão por mês, sem repasse ao poder público. A multa rescisória, de R$ 135 milhões, é considerada excessiva, dificultando qualquer tentativa de rompimento mesmo em caso de irregularidades

Há ainda sobre o uso do Fundo de Participação dos Municípios (FPM) como garantia, prática que poderia ser ilegal.

Segundo Coronel Dias, os indícios apresentados justificam a instauração da CPI para investigar todas as etapas do processo, desde o PMI até os aditivos contratuais, identificar responsáveis e apurar eventuais prejuízos ao erário municipal.

Caso aprovada, a CPI terá poder para convocar autoridades, inclusive o ex-prefeito, e requisitar documentos.

Pode ser convocado o ex-prefeito e todas as pessoas que tiveram algum tipo de participação neste contrato. Eu não vou me furtar de investigar esse contrato tão oneroso e que traz tantas desconfianças da população cuiabana”, concluiu o vereador.

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João Ninguém. 18/11/2025

Agora a câmara de vereador de Cuiabá vai trocar de nome, será a casa dele CPI, os vereadores só abre a boca para falar em instalar CPI, tem que brigar por melhoria da cidade, essa estrada que vai para águia antes do buffet Leila Maluf, está só escuridão, isso os vereadores não cobram

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1 comentários