ANDRÉ MICHELLS
O site UOL, voltou a disparar contra Cuiabá e o novo modal de transporte coletivo, VLT. Em matéria publicada hoje, o jornalista Vinícius Segalla, de São Paulo tenta passar a ideia de que o VLT é uma farsa e uma obra superfaturada, já que é mais cara que o BRT, que estava aprovado e orçado em R$480 milhões. Já o VLT vai custar, cerca de R$ 1,1 bilhão.
O repórter que redigiu a matéria, porém, esqueceu de esclarecer que, no final das contas, o custo do BRT poderia ser até maior que o do VLT por causa das desapropriações que teriam que ser feitas, caso o corredor de ônibus fosse construído.
O trem de Cuiabá provocou protestos de lietores paulistas que, reclamam de sua superlotação no sistema e de poucos investimentos do governo federal na cidade, que vai receber menos que Cuiabá para investir em mobilidade. O jornalista, por sua vez, também esqueceu de dizer que Cuiabá nunca antes havia recebido recurso relevante para mobilidade urbana, já São Paulo...
O site põe em dúvida a lisura do processo e a capacidade do estado em arcar com tamanho investimento. Acusa o governo de ter fraudado, como em matérias anteriores, parecer técnico que recomendava o BRT em detrimento do VLT e acusa o deputado José Riva (PSD) e Eder Moraes de estaram trabalhando movidos por interesses particulares.
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Confira na íntegra a matéria do site UOL.
Vinícius Segalla
Em São Paulo
Após uma novela que durou mais de um ano, o Ministério das Cidades autorizou a construção da linha de VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) em Cuiabá (MT) como uma das obras de mobilidade urbana do programa oficial brasileiro (Matriz de Responsabilidade), de preparação para a Copa do Mundo de 2014, a um valor mínimo estimado em R$ 1,3 bilhão.
O modal substitui a obra que era prevista anteriormente na Matriz, assinada pelas autoridades de Mato Grosso, Cuiabá e demais estados e municípios envolvidos na Copa, de um sistema integrado de corredores exclusivos de ônibus (BRT), por menos da metade do custo do VLT.
O metrô de superfície de Cuiabá contará com um investimento federal de R$ 1,15 bilhão. Ao todo, a capital matogrossense é a cidade-sede que irá receber a maior quantidade de recursos da União para obras de mobilidade urbana, um total de R$ 1,26 bilhão.
Em segundo lugar, vem o Rio de Janeiro, com R$ 1,179 bilhão. São Paulo vem em terceiro, com R$ 1,02 bilhão, de acordo com a terceira e última (até agora) atualização da Matriz de Responsabilidade da Copa, divulgada pelo Ministério do Esporte.
Na realidade, a parcela federal de recursos no VLT cuiabano deveria ser de apenas R$ 423 milhões, oriundos do FGTS (Fundo Garantia por Tempo de Serviço) e repassados pelo Programa de Infraestrutura de Transporte e da Mobilidade Urbana (Pró-Transporte). O restante deveria ser contrapartida do Estado.
Acontece que Mato Grosso não possui estes recursos em caixa, pelo contrário. No último dia 14, o governador Silval Barbosa anunciou um rigoroso pacote de controle de gastos que visa cobrir déficit nos cofres públicos. O objetivo é economizar R$ 1 bilhão ao longo de 2012. São tempos difíceis para o Estado. O governador avisou que, durante o o primeiro semestre do ano, ficará nula a capacidade de investimentos da maior parte das secretarias de Estado.
Mas, para poder substituir o sistema de BRT (modal recomendado, aliás, por todos os especialistas em transporte consultados pelo próprio Estado) pelo VLT, o governo fez passar em outubro na Assembleia Legislativa uma lei que aumentou a capacidade de endividamento do Estado em R$ 749 milhões. Quase a totalidade da nova margem será utilizada em um empréstimo junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
Será feita, assim, a vontade de Éder Moraes, titular da pasta estadual extraordinária que cuida das obras da Copa, e de José Riva (PSD), presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso. A dupla é responsável pela troca do modal, tendo feita campanha pelo VLT até com panfletos e bandeiras pelas ruas de Cuiabá, além de reuniões e encontros em Brasília e embates com técnicos contrários ao projeto.
Não é que o afinco em aprovar o VLT seja preocupação com a Copa. É que, para o deputado, o VLT é um sistema de transporte moderno, e Cuiabá "não é mais uma capital provinciana, como os grandes centros gostam de nos considerar". Assim, a linha férrea de mais de 30 quilômetros, que ainda não tem data para o início da licitação, pode até não estar pronta para o Mundial, não seria esta a questão principal.
Em dezembro do ano passado, José Riva admitiu, em audiência na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, que o VLT pode não estar pronto para a Copa. “Não há garantia de que o VLT fique pronto em sua totalidade para a Copa do Mundo”.
Tal fato, no entanto, não seria um problema, já que o objetivo é construir a linha de VLT para que esta permaneça como legado da Copa para Cuiabá. “Conversei com o técnico Carlos Alberto Parreira e ele me disse que teve Copa em que as pessoas iam até de bicicleta para o estádio. Essa da África do Sul (2010) foi assim", informou o deputado.
Na mesma época, o jornal Estado de S.Paulo denunciou que um estudo do Ministério das Cidades que rejeitava a opção pelo VLT em Cuiabá foi fraudado para afirmar extamente o contrário. A pasta admitiu a alteração, mas disse que o procedimento foi normal, apenas uma mudança de conclusão corriqueira dentro do ministério, ainda que tenham sido alteradas a data de modificação do documento, a fim de ocultá-la.













cleide hartman 26/05/2012
quando chega aqui em cuiaba? se chegaaaaaaaaaaaaa
Sebastião Queiroz 18/01/2012
Esses jornalistaszinhos de m... não sabem o que dizer ou não tem peito para expor e atacar os problemas da própria cidade onde vivem e então ficam procurando meter o bico no quintal dos outros. Deixe Cuiabá em paz e que venha o VLT, pois a nossa capital merece.
NONATO 18/01/2012
Esta matéria deixa evidente o interesse de ocultos poderosos que objetivam impor ao povo cuiabano o brt em oposição ao VLT,claro e evidente ser o interesse desses seres oculto o fato financeiro e não o social, pois colocam até o fato do aporte,fazendo entender ser o estado paulista o maior merecedor e nós insignificantes, mas nós temos que agradecer oa Dep Riva e ao Gov Silval os quais audaciosamente conseguiram até aqui mostrar o valor do poder de articulação para conseguir recursos para obras de grande porte, para nós que sempre nutrimos a grandiosidade de outros estados com nossa matéria prima. Alias se não der em 2014 que seja em qualquer ano quero andar em um VLT. Ao nosso povo do mato parabens fomos atendidos por Brasília.Obrigado Silval obrigado Riva. E que chegue o VLT.
fERNANDO GÖHL 18/01/2012
Há na midia, como Vinícius Segalla, que gostam de POLEMIZAR com o que não lhe de respeito, pergunto ? este indivíduo visita frequentemente nossa CUIABÁ, tem parentes AQUI... se os tem não são CAROS, REPLITO POR QUE ANDARIAMOS EM "CARROCEIRAS" SE PODEMOS ANDAR NUM "TOP DE LINHA", ALEM DISSO O BRT É ANTIECOLÓGIO, ANTIECONOMICO E ANTIQUADO.
4 comentários