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31 de Março de 2026, 20h:14 - A | A

POLÍTICA / EXCLUSIVO

TRF-1 anula provas da Operação Espelho por erro de competência e coloca investigação em xeque

A Operação Espelho investiga suposto cartel de empresas na área da Saúde de MT para fraudar licitações

Divulgação

Decisão saiu no início da noite desta terça

Decisão saiu no início da noite desta terça

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



Uma decisão do Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) anulou hoje (31) as investigações da Operação Espelho, que apura um suposto cartel e desvios de R$ 57,5 milhões por médicos, empresários e agentes públicos, que seria dedicada a fraudar licitações e desviar recursos da Saúde em Mato Grosso duante a pandemia. O TRF entendeu que as provas são questionáveis.

A Corte Federal determinou a anulação das provas colhidas enquanto o processo tramitava na Justiça Estadual, sob o argumento de que a competência para julgar o caso, que envolve verbas federais do SUS, sempre foi da Justiça Federal.

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A decisão critica a insistência da Polícia Civil e do Ministério Público Estadual (MPE) em manter o caso na esfera estadual, o que torna nulos os atos decisórios praticados por um juízo considerado incompetente. Na prática, a anulação das provas pode levar ao esvaziamento da ação penal contra 22 réus, incluindo médicos e empresários. 

Operação Espelho

A Operação Espelho foi uma ação da Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), que resultou na denúncia, por parte do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), de 22 pessoas supostamente envolvidas em uma organização criminosa que praticava crimes contra a administração pública, especialmente fraudes a licitações e peculatos no âmbito de contratos de prestação de serviços hospitalares e médicos em nosocômios Regionais e Municipais do Estado de Mato Grosso.

A defesa dos alvos da operação alegou que a decisão anterior, da 5ª Vara Federal de Mato Grosso, em manter inalteradas as decisões da Justiça Estadual, que foi a primeira a receber as denúncias, configuraria uma possível ilegalidade.

A primeira fase da operação foi deflagrada em 2021 e mirava suposto esquema de fraudes e desvios em contratos de prestação de serviços médicos Hospital Estadual Lousite Ferreira da Silva (Hospital Netropolitano), em Várzea Grande.

A Polícia Civil apontou que a empresa contratada integrava um cartel que fraudava licitações e contratos de prestações de serviços médicos, principalmente, de UTIs, em hospitais municipais e estaduais em todo o Estado.

Na segunda fase da operação foi descoberto que esses agentes intensificaram a sua atuação durante o período da pandemia de covid-19, quando os entes públicos tinham urgência para contratar os serviços médicos de UTIs.

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