Cuiabá, 05 de Outubro de 2022
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02 de Dezembro de 2013, 16h:00 - A | A

POLÍTICA / \'CASA DOS ARTISTAS\'

Três cobiçam presidência; Pinheiro pode voltar ao cargo

ALINE FRANCISCO
DA REDAÇÃO



Os vereadores de Cuiabá ainda aguardam a decisão do presidente afastado da Câmara de Vereadores de Cuiabá, João Emanuel (PSD), sobre se renuncia ou não ao cargo de presidente da Casa para, então, definir sobre a possível destituição do parlamentar. O vereador foi afastado do cargo por decisão judicial, após a Operação Aprendiz, deflagrada na última semana pelo MPE e Gaeco, que investiga supostas fraudes em processos licitatórios.

Paralelo a isso, os vereadores já começam a articular alianças para disputar o cargo de presidente da Mesa Diretora.  Júlio Pinheiro (PTB), Leonardo Oliveira (PTB) e Adilson Levante (PSB), tentam se viabilizar. Levante e Oliveira, ambos da base de Mendes despertam a simpatia Alencastro. 

Mesmo assumindo interinamente a presidência da Casa, o parlamentar Onofre Junior (PSB) não pode concorrer ao cargo de forma definitiva, uma vez que faz parte da Mesa Diretora da gestão atual. A situação se repete com o vereador Maurélio Ribeiro (PSDB), que ocupa a função de 1º secretário.

Os vereadores devem decidir nesta terça-feira (03), antes da sessão plenária, quais serão os próximos passos para definir a eleição da Presidência. O único cargo a ser substituído será o de João Emanuel, e a eleição não muda a atual Mesa Diretora.

Pinheiro quer voltar:

O petebista Júlio Pinheiro presidiu a Casa na legislatura passsada e é apontado como um dos principais responsáveis pelo endividamento da Câmara. Júlio foi aumentou duas vezes o salário dos parlamentares, que saíram de R$ 9 mil para R$ 15 mil e por último para R$ 17 mil.

O ex-presidente também aumentou a verba de gabinete de R$ 9 mil para R$ 15 mil e, por último, para R$ 25 mil. Esses projetos foram aprovados em 21 de dezembro de 2012, ainda dentro do período de proibição imposto pela Justiça Eleitoral que vê como ilegal qualquer projeto que altere o orçamento do órgão três meses antes e três meses depois das eleições.

Júlio também formulou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) para 2013, sem incluir as despesas extras com o aumento de vereadores, o número subiu de 19 para 25 parlamentares.

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