Cuiabá, 11 de Setembro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
11 de Setembro de 2026

02 de Dezembro de 2013, 16h:00 - A | A

POLÍTICA / \'CASA DOS ARTISTAS\'

Três cobiçam presidência; Pinheiro pode voltar ao cargo

reprodução

Pinheiro, atolado em descrédito por atuação desastrosa no ano passado, quer presidir Casa de novo

Pinheiro, atolado em descrédito por atuação desastrosa no ano passado, quer presidir Casa de novo

ALINE FRANCISCO
DA REDAÇÃO



Os vereadores de Cuiabá ainda aguardam a decisão do presidente afastado da Câmara de Vereadores de Cuiabá, João Emanuel (PSD), sobre se renuncia ou não ao cargo de presidente da Casa para, então, definir sobre a possível destituição do parlamentar. O vereador foi afastado do cargo por decisão judicial, após a Operação Aprendiz, deflagrada na última semana pelo MPE e Gaeco, que investiga supostas fraudes em processos licitatórios.

Paralelo a isso, os vereadores já começam a articular alianças para disputar o cargo de presidente da Mesa Diretora.  Júlio Pinheiro (PTB), Leonardo Oliveira (PTB) e Adilson Levante (PSB), tentam se viabilizar. Levante e Oliveira, ambos da base de Mendes despertam a simpatia Alencastro. 

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Mesmo assumindo interinamente a presidência da Casa, o parlamentar Onofre Junior (PSB) não pode concorrer ao cargo de forma definitiva, uma vez que faz parte da Mesa Diretora da gestão atual. A situação se repete com o vereador Maurélio Ribeiro (PSDB), que ocupa a função de 1º secretário.

Os vereadores devem decidir nesta terça-feira (03), antes da sessão plenária, quais serão os próximos passos para definir a eleição da Presidência. O único cargo a ser substituído será o de João Emanuel, e a eleição não muda a atual Mesa Diretora.

Pinheiro quer voltar:

O petebista Júlio Pinheiro presidiu a Casa na legislatura passsada e é apontado como um dos principais responsáveis pelo endividamento da Câmara. Júlio foi aumentou duas vezes o salário dos parlamentares, que saíram de R$ 9 mil para R$ 15 mil e por último para R$ 17 mil.

O ex-presidente também aumentou a verba de gabinete de R$ 9 mil para R$ 15 mil e, por último, para R$ 25 mil. Esses projetos foram aprovados em 21 de dezembro de 2012, ainda dentro do período de proibição imposto pela Justiça Eleitoral que vê como ilegal qualquer projeto que altere o orçamento do órgão três meses antes e três meses depois das eleições.

Júlio também formulou a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA) para 2013, sem incluir as despesas extras com o aumento de vereadores, o número subiu de 19 para 25 parlamentares.

Comente esta notícia