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Cuiabá, 20 de Maio de 2024
20 de Maio de 2024

28 de Outubro de 2010, 11h:45 - A | A

POLÍTICA /

Sindjor e deputado Mauro Savi negam objetivo de calar a imprensa



BRUNO GARCIA
DA REDAÇÃO

O Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso e o presidente da Assembléia Legislativa, Mauro Savi (PR), articuladores da criação do Conselho Estadual de Comunicação Social, negam que o objetivo seja estabelecer uma censura prévia aos veículos de Comunicação, mas o esboço do pré-projeto mostra uma realidade diferente.

Avaliações apontam que o Conselho teria, por exemplo, autonomia para cercear a liberdade de Imprensa e golpear o direito de expressão. Dentre as atribuições alguns pontos são tidos como preocupantes: fiscalizar, aprovar, acompanhar, avaliar, definir e realizar pareceres e recomendações, que podem caracterizar censura prévia.

O ponto mais polêmico do pré-projeto é que estabelece que o Conselho, caso seja oficializado, terá a atribuição de "fiscalizar o cumprimento, por parte dos responsáveis pelas atividades de Comunicação sob controle direto ou indireto do Poder Público do Estado, das disposições legais, e regulamentares aplicáveis". Isso já é encarado como poder de censura prévia.

Autor do pré-projeto, o presidente da Assembleia Legislativa, Mauro Savi (PR), revelou sua contrariedade com as críticas à medida, que tem apoio do Sindicato dos Jornalistas. Durante sessão ordinária de quarta-feira (27), ele declarou que não está preocupado com as críticas e a polêmica gerada.

O parlamentar afirmou que a decisão de dar seqüência ou não ao pré-projeto cabe restritamente a ele. E ainda declarou que a votação que recebeu no último dia 3 (mais de 47 mil votos) e garantiu a sua reeleição ao Legislativo garante o direito de tomar a decisão que "bem entender".

Corrupção

A implantação de Conselhos para fiscalizar a imprensa nos Estados é uma estratégia do presidente Luis Inácio Lula da Silva e do Partido dos Trabalhadores. A ação é vista como uma tentativa de represália à imprensa, que vem, nos últimos 8 anos, denunciando e revelando à sociedade escândalos de corrupção como o Mensalão e, mais recentemente, o envolvendo a ex-secretária da Casa Civil, Erenice Guerra, braço direito da candidata Dilma Rousseff, e que montou um esquema de cobrança de propinas envolvendo seu filho e marido.

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