FERNANDA LEITE 19h00
DA REDAÇÃO
Ainda não acabou a polêmica que envolve a escolha do novo modal de transporte coletivo de Cuiabá e Várzea Grande. O governador Silval Barbosa (PMDB) confessou que o VLT pode não ser implantado mesmo após a "briga" pela escolha entre VLT, tudo porque a imposição do Comitê Organizador da Copa de 2014 impõe BRT como o sistema.
"Teremos um modal e temos interferências que poderão nos impedir de implantar o sistema VLT, tudo dependerá de uma conversa com ministérios das Cidades", disse Silval alegando que MT pode perder os R$ 451 milhões de recursos da Caixa Econômica Federal, que seriam destinados ao BRT.
O presidente da Agecopa, Eder Morais disse que amanhã (20) estará argumentando, no Ministério das Cidades, o porque da escolha VLT para Cuiabá e diz que os 451 Milhões não irão influenciar. "Não irei pedir mais dinheiro, quero que alterem a matriz que impõe este pedido. Eu não vejo dificuldades iremos perder os 500 milhões e migrar para o VLT que é mais moderno", posicionou Moraes.
Eder disse ainda que o Estado poderá financiar a implantação do modal através do BNDS além de poder optar por outros modelos. "O mais de 1 Bilhão poderão ser financiados por outros meios e a escolha não afeta a capacidade de investimento do Estado", pontuou.
A alteração do BRT para VLT significa um aumento no investimento de 600 milhões. Em argumento o presidente da Agecopa disse que o custo de desapropriação será o dobro caso o VLT não seja implantado. O senador Blairo Maggi (PR) também se posicionou contra o modelo VLT. Na visão de Blairo, o sistema deve ser aquele que é o exigido pela matriz da Fifa.
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