MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Em entrevista ao RepórterMT, o candidato a senador Rogério Salles (PSDB) afirmou que há uma mobilização da classe de produtores rurais, inclusive financeira, em apoiar sua candidatura assim como a do candidato a governador Pedro Taques (PDT), que obteve a maior arrecadação de doações, com a intenção de renovar o quadro político do estado.
“Nós temos centenas de produtores que fizeram doações, uns mais, outros menos. Nós estamos tentando e dentro da Aprosoja eu sou do conselho da Aprosoja, dentro do agronegócio nós estamos tentando mudar um pouco esse quadro”,declarou.
Salles defendeu que o grande número de doares da campanha ser do agronegócio manteria a “independência” do candidato, caso seja eleito, o que ,segundo ele, seria uma prática comum.
“Nós entendemos que os candidatos têm que ter democracia no financiamento de suas campanhas, para que os candidatos não fiquem reféns de empreiteiras, o que a gente vê normalmente e que o pessoal critica é que outros interesses acabam financiando as campanhas”, argumentou.
O candidato negou que essa concentração de interesses do agronegócio em torno de seu grupo político configure algum compromisso do pretenso futuro governo junto aos grandes produtores, conforme vêm acusando os adversários políticos de seu grupo.
"É um governo que cria dificuldades para vender facilidades e é contra isso que o setor produtivo se rebela"
“Não reconhecer a importância do agronegócio para o estado de Mato Grossos é não reconhecer o estado de Mato Grosso, mas esse financiamento, esses apoios que temos recebido não estão condicionados a qualquer interesse que não seja de interesse do estado de Mato Grosso”, afirmou.
Salles ainda aproveitou para criticar a atuação do atual governo de Silval Barbosa (PMDB).
“São os maiores prejudicados por um governo que não funciona, um governo que atrapalha, são empresários que querem trabalhar com seriedade, com honestidade e o governo atrapalha. A Secretaria de Fazenda como trabalha hoje atrapalha, a Secretaria de Meio Ambiente é um atrapalhador de desenvolvimento. É um governo que cria dificuldades para vender facilidades e é contra isso que o setor produtivo se rebela”, disparou.
















