ANA ADÉLIA JÁCOMO, da Redação
Após a nomeação de Jota Barreto (PR) como novo líder do governador Silval Barbosa (PMDB) na Assembleia Legislativa, Romoaldo Júnior (PMDB) – que ocupava o posto e responde como presidente da Casa – afirmou nesta quinta-feira (1) que o colega de parlamento deve enfrentar problemas para viabilizar recursos e projetos que são solicitados pelos deputados.
Mesmo afirmando que o republicano tem um ótimo trânsito entre os parlamentares, ele relembrou as dificuldades que, segundo ele, enfrentou com o chefe da Casa Civil Pedro Nadaf (PR).
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“O Jota Barreto é um parceiro e entende como a situação está difícil. Mas não posso falar que ele vai conseguir fazer com que as coisas deem certo na semana que vem, porque, como líder, recebemos as reivindicações dos deputados, levamos à Casa Civil mas nada acontece. Passamos como mentiroso. E foi por essas falhas que eu pedi para sair. Pela falta de comprometimento do Nadaf”.
A crise entre Romoaldo e o chefe da Casa Civil ficou insustentável porque o peemedebista não encontrou em Nadaf a mesma empatia dos antecessores Eder Moraes e José Lacerda. A “gota d'água” teria sido o esforço para aprovar a autorização do empréstimo de R$ 120 milhões para investir na Arena Pantanal e a LDO. Romoaldo respondeu como líder do Governo por três anos.
“Sou do partido do governador e tive que tomar essa postura, mas não tenho dúvidas que, se mudarem, o Jota Barreto vai conseguir fazer um bom trabalho. Se houver um esforço, muda. Contudo, não adianta o líder se esforçar em vão. Desejo que o deputado tenha mais respaldo do que eu tive nesses seis meses”, disse Romoaldo.
Às vésperas das eleições, que ocorrem em outubro de 2014, é grande a procura dos deputados em viabilizar projetos para suas bases eleitorais. No entanto, o Governo tem segurado a máquina, posto que os gastos com a Copa do Mundo exauriram a capacidade de receita do Estado. “O governador tem que priorizar algumas coisas nesse segundo semestre", disse Romoaldo.
OPOSIÇÃO SATISFEITA
Mesmo sendo oposição, o deputado Ademir Brunetto (PT) endossou a escolha do governador e afirmou que Jota Barreto foi, enfim, uma boa escolha de Silval. “Não podia haver melhor escolha possível. Até que enfim o Silval deu uma dentro. O Jota é humilde, bem relacionado, fiel e leal”, declarou ele.
Analistas políticos afirmam que o novo líder irá desempenhar uma função decorativa, posto que a crise financeira impede o Governo de aprovar reivindicações dos deputados. Há em emendas atrasadas desde o ano passado, cujo valor para cada deputado era de R$ 3 milhões, e para este ano eram previstos R$ 500 mil.
Para Brunetto, o governador Silval é uma peça decorativa. “O governador é quem é decorativo, de enfeite. O líder vai ‘pagar o pato’ disso. Mesmo assim, o Jota é o melhor nome”, disse o petista.














