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Segunda-feira, 14 de Novembro de 2011, 10h:56 - A | A

PRONTOS-SOCORROS

Professor diz que Galindo e Zaeli sofrem de "anorexia política"

Segundo a autoridade em saúde pública, pouco adianta estadualizar o sistema, é preciso investir com mais recursos os dois municípios

FERNANDA LEITE

Doutor em Saúde Pública e ex-secretário municipal e estadual de Saúde, professor da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o médico Júlio Muller, disse que está faltando vontade política dos dois gestores da prefeitura de Cuiabá e Várzea Grande, Chico Galindo (PTB) e Sebastião Gonçalves Reis, o Tião da Zaeli (PSD). Segundo a autoridade em saúde pública, os gestores estão sofrendo de “anorexia”, em poucas palavras, vontade de trabalhar para resolver o caos instalado na saúde pública dos dois municípios.

“Estão querendo matar os dois Prontos-Socorros. Hoje temos um prefeito que sofre de “anorexia”, ele [Galindo] está querendo se livrar do problema da saúde. Se for assim, ele tem que passar logo a administração da prefeitura para o Estado, já que a administração está cheia de problemas”, criticou.

No cálculo do professor, os pagamentos efetuados às Organizações Sociais de Saúde (OSS), que atuam nos hospitais regionais de Rondonópolis, Cáceres e de Várzea Grande, o déficit para o cofre do Estado é de R$ 150 milhões. “O Governo diz que não tem dinheiro para investir em Saúde, mas fez contratos milionários com essas empresas. Documentos que circulam dentro da secretaria aponta este valor”, disse o ex-secretário que avalia ainda que embora o Estado alegue não tem verba para repassar aos prontos-socorros, está sendo pago quatro vezes o valor de tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) às Organizações.

Ele disse que o estado deve aumentar os repasses para os municípios e desistir desse tipo de administração.  “Não adiantam estadualizar, o que eles deveriam fazer é ajudar com mais recursos os dois municípios, tem que dar “vitamina” para que cada um administre suas cidades”, descreveu o ex-secretário.

Na visão do professor, a população cuiabana descontará os prejuízos dos administradores atuais na saúde, já que Mato Grosso não tem tradição de lutas populares. “Isso tudo vai a até um certo tempo, depois volta tudo como era antes, é logicamente aguardado este acontecimento”, finalizou.

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Fabio Senna 14/11/2011

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