Cuiabá, 29 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
29 de Outubro de 2026

14 de Maio de 2026, 10h:18 - A | A

POLÍTICA / DISPUTA ACIRRADA

Por 12 votos a 11, Wanderley Cerqueira é reeleito presidente da Câmara de Várzea Grande

A sessão ocorreu sob forte tumulto político após ser barrada e posteriormente liberada pela Justiça na quarta-feira (13).

Assessoria Câmara de Várzea Grande

Wanderley Cerqueira teve 12 votos contra Lucas Chapéu do Sol.

Wanderley Cerqueira teve 12 votos contra Lucas Chapéu do Sol.

MÁRCIA MATOS
LUÍZA VIEIRA



Em disputa acirradíssima, o presidente da Câmara de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira (MDB) foi reeleito com 12 votos, durante sessão extraordiária hoje (14). Ele disputou contra o vereador Lucas Chapéu do Sol (PL), que teve 11 votos. O voto de minerva foi do verador Wender Madureira (PRB), que optou pela reeleição.

A sessão foi marcada por tumulto de apoiares de Wanderley que a cada voto favorável a ele aplaudiam e a cada voto para Lucas vaiavam.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

A sessão ocorreu sob forte tumulto político após ser barrada e posteriormente liberada pela Justiça na quarta-feira (13).

Decisão proferida, na noite de quarta-feira (13), pela desembargadora do Tribunal de Justriça de Mato Grosso, Vandymara Zanolo, derrubou uma liminar para suspender a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal para o biênio 2027/2028 e autorizou a realização da votação em sessão extraordinária hoje.

A desembargadora sustentou que a suspensão da eleição poderia gerar instabilidade no funcionamento do Poder Legislativo de Várzea Grande e pontuou que a eventual nulidade do pleito poderá ser discutida posteriormente na Justiça.

Votação:

Votaram pela reeleição de Wanderley Cerqueira os vereadores: Alessandro Moreira, Braz Jaciro, Cilcinho, Emerson Magalhães, Galibert, Gisa Barros, Feitoza, Lucélia, Miguel Junior, Raul Curvo, Wanderley Cerqueira e Wender Madureira.

Votaram pela eleição de Lucas os vereadores: Adilsinho, Bruno Rios, Caio Cordeiro, Jânio Calisto, Carlinhos Figueiredo, Charles, Sardinha, Jero Neto, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.

Batalha

A eleição havia sido suspensa pela Justiça após mandado de segurança impetrado pelos vereadores Lucas Ribeiro Ductievicz, Bruno Lins Rios, Adilson Luiz Mayer de Arruda, Calistro Lemes do Nascimento e Charles Fabiano Araújo Quadro contra ato do presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB).

  

A decisão judicial baseava-se na violação do princípio da contemporaneidade, por ter sido antecipada de dezembro para maio.

Denúncia no Gaeco

A suspensão ocorreu em meio à tramitação de uma denúncia protocolada junto ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) sobre os bastidores desta eleição. O documento, já recebido pelo Ministério Público, relata um suposto "confinamento" de parlamentares em uma chácara na Guia e a suposta existência de valores em espécie para compra de votos.

De acordo com o relato enviado ao Ministério Público, o grupo teria transformado a propriedade do vereador Dr. Miguel (Cidadania) em um quartel-general. "Estão confinados neste momento em uma chácara (...) onde estão sob escolta aguardando a data e hora da sessão", afirma trecho da denúncia.

O texto aponta a presença de policiais à paisana e "grande número de valores em espécie de dinheiro que está sendo utilizado para compra de votos".

A denúncia, no entanto, aponta que o objetivo vai além da presidência. A meta seria forçar a cassação da prefeita Flávia Moretti (PL) para que o grupo assuma o controle total do município.

O foco central é o Departamento de Água e Esgoto (DAE). Segundo o documento, já existe um “pré-acordo de acertos e propinas” envolvendo a bilionária privatização da autarquia.

 

 

 

 

Comente esta notícia