MÁRCIA MATOS
LUÍZA VIEIRA
Em disputa acirradíssima, o presidente da Câmara de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira (MDB) foi reeleito com 12 votos, durante sessão extraordiária hoje (14). Ele disputou contra o vereador Lucas Chapéu do Sol (PL), que teve 11 votos. O voto de minerva foi do verador Wender Madureira (PRB), que optou pela reeleição.
A sessão foi marcada por tumulto de apoiares de Wanderley que a cada voto favorável a ele aplaudiam e a cada voto para Lucas vaiavam.
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A sessão ocorreu sob forte tumulto político após ser barrada e posteriormente liberada pela Justiça na quarta-feira (13).
Decisão proferida, na noite de quarta-feira (13), pela desembargadora do Tribunal de Justriça de Mato Grosso, Vandymara Zanolo, derrubou uma liminar para suspender a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal para o biênio 2027/2028 e autorizou a realização da votação em sessão extraordinária hoje.
A desembargadora sustentou que a suspensão da eleição poderia gerar instabilidade no funcionamento do Poder Legislativo de Várzea Grande e pontuou que a eventual nulidade do pleito poderá ser discutida posteriormente na Justiça.
Votação:
Votaram pela reeleição de Wanderley Cerqueira os vereadores: Alessandro Moreira, Braz Jaciro, Cilcinho, Emerson Magalhães, Galibert, Gisa Barros, Feitoza, Lucélia, Miguel Junior, Raul Curvo, Wanderley Cerqueira e Wender Madureira.
Votaram pela eleição de Lucas os vereadores: Adilsinho, Bruno Rios, Caio Cordeiro, Jânio Calisto, Carlinhos Figueiredo, Charles, Sardinha, Jero Neto, Joaquim Antunes, Lucas Chapéu do Sol e Rosy Prado.
Batalha
A eleição havia sido suspensa pela Justiça após mandado de segurança impetrado pelos vereadores Lucas Ribeiro Ductievicz, Bruno Lins Rios, Adilson Luiz Mayer de Arruda, Calistro Lemes do Nascimento e Charles Fabiano Araújo Quadro contra ato do presidente da Casa, Wanderley Cerqueira (MDB).
A decisão judicial baseava-se na violação do princípio da contemporaneidade, por ter sido antecipada de dezembro para maio.
Denúncia no Gaeco
A suspensão ocorreu em meio à tramitação de uma denúncia protocolada junto ao Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) sobre os bastidores desta eleição. O documento, já recebido pelo Ministério Público, relata um suposto "confinamento" de parlamentares em uma chácara na Guia e a suposta existência de valores em espécie para compra de votos.
De acordo com o relato enviado ao Ministério Público, o grupo teria transformado a propriedade do vereador Dr. Miguel (Cidadania) em um quartel-general. "Estão confinados neste momento em uma chácara (...) onde estão sob escolta aguardando a data e hora da sessão", afirma trecho da denúncia.
O texto aponta a presença de policiais à paisana e "grande número de valores em espécie de dinheiro que está sendo utilizado para compra de votos".
A denúncia, no entanto, aponta que o objetivo vai além da presidência. A meta seria forçar a cassação da prefeita Flávia Moretti (PL) para que o grupo assuma o controle total do município.
O foco central é o Departamento de Água e Esgoto (DAE). Segundo o documento, já existe um “pré-acordo de acertos e propinas” envolvendo a bilionária privatização da autarquia.
























