DO REPÓRTERMT
O prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), pode ser punido pelo partido por ter declarado apio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), ao invés de Wellington Fagundes (PL), que é pré-candidato ao Governo de Mato Grosso pela legenda.
O presidente regional do PL, Ananias Filho destacou que a sigla vai cobrar alinhamento dos filiados e pode exigir a saída daqueles que declararem apoio a candidatos adversários. A medida no entanto, não é instantânea. Ananias pontua que essa cobrança será feita a partir da convenção, quando será oficializada a candidatura de Wellington.
Ananias asseverou que não é interesse do partido ficar com "gente traíra".
Uma resolução será publicada após a convenção e aqueles que não estiverem alinhados serão expulsos da legenda.
O posicionamento de Ananias chama a atenção já que a além da declaração aberta de apoio, feita por Cláudio, outras lideranças do PL, como o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini e a prefeita de Várzea Grande , Flávia Moretti (PL), mantém proximidade com Otaviano Pivetta, apesar de não terem feito declaração aberta.
O estopim
A declaração de Cláudio Ferreira ocorreu na segunda-feira (22), durante evento em Rondonpopolis, colégio eleitoral de Wellington Fagundes.
"Eu já tomei uma decisão. Eu fico do lado de quem está do lado de Rondonópolis. Isso vai provocar uma repercussão, não estou preocupado. Eu faço política com resultado, e não com processo. Eu quero saber do resultado", afirmou o prefeito ao lado de Pivetta.
Em seu discurso, Cláudio elogiou a atuação do governador e destacou os investimentos estaduais na área da saúde, especialmente os recursos destinados à Santa Casa de Rondonópolis. Segundo ele, a atual gestão estadual tem priorizado resultados em vez de disputas políticas.
"Otaviano Pivetta é um mandatário que nos orgulha, que tem palavra, que não atua com mesquinharia. O governador está vendo primeiro o cidadão, porque ele é de um partido e eu sou de outro partido", declarou.














