MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Em entrevista ao programa Conexão Poder, na noite deste domingo 31, o candidato a governador Pedro Taques (PDT) rebateu as acusações de seu adversário, o candidato ao governo, Lúdio Cabral (PT), negando que seja o responsável pela condução da saúde pública de Cuiabá, já que os secretários escolhidos para a pasta são do PDT.
“Eu vejo que o candidato do PT, do Silval está querendo medir o Mauro Mendes pela régua dele. Eu não mando no Mauro Mendes. Eu não mando no meu partido. Eu sou um militante do meu partido e tão somente vice-presidente do partido. Quem pediu e quem decidiu a respeito do secretário foi a Comissão Provisória do Município de Cuiabá. Isso não significa que eu tenha responsabilidade pela condução da saúde de Cuiabá, isso aí é conversa de candidato”, declarou.
Durante a entrevista, Taques também disparou contra a gestão do governador Silval Barbosa (PMDB), no atendimento da saúde no estado e principalmente na falta de atendimento junto aos prefeitos de Rondonópolis, Percival Muniz (PPS) e de Cuiabá Mauro Mendes (PSB), ambos de sua base aliada.
Questionado sobre como irá trabalhar o alinhamento político e a distribuição de recursos, caso seja eleito, Taques frisou que não será de forma discriminatória, que segundo ele, estaria sendo feita pelo governador Silval Barbosa (PMDB).
“Isso é coisa de político atrasado, né? Eu nunca usei isso. Será que o governador Silval Barbosa não ajuda Cuiabá na saúde porque o Mauro é do PSB? Será que ele não ajuda Rondonópolis porque Percival é do PPS? Se vocês fizerem um levantamento das minhas emendas parlamentares, os prefeitos que receberam mais recursos são prefeitos do PSD e do PMDB, porque eu como senador da República, eu não pergunto a qual partido ele pertence. Se você só privilegiar os prefeitos do seu partido político, você está cometendo improbidade administrativa, está cometendo crime prevaricação”, disparou.
Em sua explanação sobre os atuais problemas da saúde no estado e seus compromissos de programa de governo, o candidato, que tem em sua coligação partidária o apoio do PP, que conduz no Estado a pasta da Saúde, preferiu não atacar a gestão das OSSs dizendo que o modelo deu certo em vários municípios fora e dentro de Mato Grosso, mas afirmou que se eleito irá reestatizar a saúde retirando as OSSs do comando.
Entre suas propostas, Taques também garantiu que irá construir, em Cuiabá, um hospital estadual com capacidade para 250 leitos.
















