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08 de Novembro de 2014, 09h:11 - A | A

POLÍTICA / APÓS BLOQUEIO DE BENS

Nadaf diz que empresários não querem mais instalar indústrias em MT

Diante da acusação de o crédito fiscal gerado à empresa teria sido fictício, o estado estaria perdendo vários outros investimentos porque as indústrias estariam temerosas em serem prejudicadas.

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



Além de lamentar o bloqueio de seus bens em cerca de R$ 400 mil, devido à decisão judicial referente à ação que ele, assim como o governador Silval Barbosa (PMDB) e outros secretários respondem, o chefe da Casa Civil, Pedro Nadaf (PR), aproveitou sua entrevista no programa de rádio Chamada Geral, nesta sexta-feira (7), para criticar a decisão, que, conforme sua argumentação, estaria criando uma instabilidade jurídica para as empresas que pretendem se instalar no Estado aproveitando os incentivos fiscais oferecidos pelo governo do Estado.

"Eles vão para outros estados, que oferecem atrativos melhores”.

Segundo o secretário, após a decisão que bloqueou seus bens, do governador, de outros secretários e o grupo JBS (Friboi), diante da acusação de o crédito fiscal gerado à empresa ter sido fictício, o estado estaria perdendo vários outros investimentos porque as indústrias estariam temerosas em serem prejudicadas.

“Ontem,  já entraram em contato comigo, várias vezes, os diretores da Votorantim  que tem  um investimento “pequeno” de R$ 1.200 bilhão aqui na estrada da Guia , uma  região que mal nascia calango e passa ali hoje 300 caminhões carregando  cimento e que deu sustentabilidade inclusive para as obras da Copa. Praticamente, essa indústria dobrou a produção de cimento, e agora já me ligaram dizendo  que estão com uma planta pronta para dobrar essa capacidade, mas estão repensando  no estado de Mato Grosso, porque eles presenciaram na mídia essa situação, e eles não estão dispostos. Eles vão para outros estados, que oferecem atrativos melhores”, declarou.

O incentivo fiscal no valor de R$ 441.380.926,62 milhões ao grupo JBS (Friboi), segundo o Ministério Público Estadual, teria sido concedido de forma fictícia, o que caracterizaria enriquecimento ilícito dos gestores por terem concedido crédito indevido de ICMS.

Divulgação

nadaf

Nadaf: lamentação pública sobre decisão que bloqueou os seus bens em mais de R$ 73 milhões

O MPE também argumentou que os mesmos estabeleceram tratamento tributário de forma parcial, direcionando determinados contribuintes, em detrimento dos demais empresários do ramo. Destacando ainda, que foi estabelecida renúncia fiscal sem observância das disposições da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Em sua lamentação pública, Nadaf criticou a decisão como falta de conhecimento do trabalho feito pelo governo em todo o estado, que através da concessão dos incentivos fiscais teria promovido uma transformação na economia de cidades do interior.

Agora que tudo cresceu, agora, que tudo está bonito, gerando emprego (...) é muito fácil julgar as pessoas pelas atitudes do gestor”.

“Então as pessoas quando pegam um papel, sentadas num gabinete, elas simplesmente estão preocupadas com aquilo que está escrito e tirando suas conclusões, e fazendo julgamento das pessoas, não estão vivendo  a realidade. Porque eu recebia na época uma série de comissões,  todo mundo junto para fazer uma pressão para levar uma indústria para essas cidades, para gerar emprego. Agora que tudo cresceu, agora que tudo está bonito, gerando emprego (...) é muito  fácil julgar as pessoas pelas atitudes do gestor”, criticou.

Entre os avanços conquistados pelos incentivos fiscais, o secretário ressaltou o fim da crise dos frigoríficos, que em Mato Grosso têm uma alta carga tributária, se comparado a outros estados e a implantação de indústrias que estariam movimentando cidades como Vila Rica, a 1.400 km de Cuiabá, Pontes e Lacerda, no oeste do estado e até mesmo Lucas do Rio Verde onde foi instalada a Sadia, que tem por 15 anos a isenção do ICMS.

Segundo o secretário, todo o trabalho positivo seria resultado do diálogo do governo com os investidores, que agora, por esta insegurança deixariam de fazer novos investimentos.

Sobre a “herança” que leva do governo Silval com esta  ação de improbidade administrativa que responde(Friboi), que é  prescreve, o secretário lamentou que não ter o trabalho reconhecido e sim criticado. 

“As pessoas só olham as pingas que a gente toma. Não olham os tombos que a gente leva”, ironizou.

"Só olham as pingas que a gente toma. Não olham os tombos que a gente leva”

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COSTA 08/11/2014

SÓ ESPERO QUE NÃO ACABE EM PIZZA, SE CONFIRMADO CADEIA NESSES MELIANTES, LADRÃO DO DINHEIRO PÚBLICO

kiko 08/11/2014

Estao no caminho certo. Esse moco pagou mais de 40 milhoes paea Encomind...

2 comentários

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