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28 de Novembro de 2013, 21h:00 - A | A

POLÍTICA / CASA DOS HORRORES

MPE diz que organização criminosa se instalou na Câmara de Cuiabá

Promotores afirmam que estão investigando a instalação de uma organização crinoza dentro da Câmara Municipal

Repórter MT

Câmara sediaria organização criminosa, segundo MPE

Câmara sediaria organização criminosa, segundo MPE

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



Os promotores do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) declararam em coletiva, na tarde desta quinta-feira (28), que as acusações que correm contra o vereador João Emanuel (PSD), afastado da presidência da Câmara Municipal de Cuiabá são de crimes de peculato, falsificação de documento público, uso indevido do dinheiro público, fraudes de licitação, corrupção e crime de organização criminosa.

“O que estamos investigando é uma possível organização criminosa que tenha se instalado na Câmara Municipal”, afirmou o chefe do Gaeco, Marco Aurélio Castro.
Em gravação ,que está em poder do Ministério Público, o então presidente da Câmara, citava que era preciso dividir a propina de desvios com os demais vereadores.

Todos os 25 vereadores de Cuiabá, foram intimados pelo Gaeco, a prestarem depoimentos. Os parlamentares serão ouvidos na próxima sexta-feira (29). “Há indícios de provas. Vamos ouvir os vereadores para saber se esses fatos conferem a eles ou não”, relatou o promotor Arnaldo da Silva Justino.

De acordo com os promotores, as provas apontam que com dinheiro de factorings, João Emanuel fraudava a licitação da Câmara, através de um esquema com a Gráfica Propel.

Assim como o verador, a gráfica também foi alvo de busca e apreensão realizada pela Operação Aprendiz, desencadeada pelo Gaeco, na manhã desta quinta-feira (28).

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A investigação aponta que a Câmara firmou um contrato com a Gráfica Propel no valor de R$ 1.493.641,00 pagos a empresa. Comparando os gastos, o Ministério Público apurou que no mesmo período a Prefeitura de Cuiabá, com todas as suas despesas de secretarias e atribuições, gastou em materiais gráficos a quantia de R$671.755,03.

Nas notas fiscais emitidas pela PROPEL, dentre as aquisições da Câmara estão cinco mil crachás de identificação para eventos. Para os promotores, os valores e quantidades absurdas são características de desvio do dinheiro público.

Em coletiva na manhã desta quinta-feira (28), João Emanuel, negou as acusações e alegou ser alvo de perseguição política. “Para mim isso é uma ação política. É uma ação vexatória. Mas não tenho nenhuma dificuldade de passar por isso com tranquilidade”, rebateu.


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