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Cuiabá, 30 de Maio de 2026
30 de Maio de 2026

20 de Dezembro de 2025, 17h:42 - A | A

POLÍTICA / META DE GESTÃO

Mauro defende parcerias com OSS para administrar hospitais estaduais

De acordo com o governador, apenas dois hospitais deverão ser administrados diretamente pelo Estado

VANESSA MORENO
GUSTAVO CASTRO
DO REPÓRTERMT



O governador Mauro Mendes (União) afirmou, durante inauguração do Hospital Central, em Cuiabá, que tem como meta adotar parcerias com Organizações Sociais de Saúde (OSS) ou outros modelos de contratualização que envolvam o setor privado para administrar quase todos os hospitais estaduais. A estratégia, segundo ele, é aumentar a eficiência da saúde pública em Mato Grosso, com melhor uso dos recursos e ampliação da oferta de serviços à população.

Atualmente, o Hospital Regional de Cáceres (a 218 km de Cuiabá) e o novo Hospital Central são geridos por OSS. A meta é que apenas os Hospitais Regionais de Sorriso (a 398 km de Cuiabá) e de Rondonópolis (a 214 km de Cuiabá) sejam mantidos sob gestão direta do Governo do Estado.

"Pelo planejamento que nós fizemos e, obviamente os próximos governadores terão liberdade de mudar isso, nós ficaríamos apenas com dois hospitais sob nossa responsabilidade: o de Sorriso e o de Rondonópolis. Todos os demais serão gerenciados ou por OSS ou por alguma contratualização com o setor privado", disse.

Segundo o governador, o primeiro ano de sua administração, em 2019, foi marcado por um esforço de recuperação fiscal, com o objetivo de abrir espaço para investimentos. Em seguida, os anos de 2020 e 2021 foram dedicados ao enfrentamento da pandemia da Covid-19. A partir de 2022, o governo passou a concentrar esforços em planejamento estratégico para a área da saúde, com resultados previstos para 2025 e 2026.

Grande parte do que nós planejamos começa a ficar pronto agora em 2025 e, principalmente, em 2026, que é a entrega dos grandes hospitais que nós estamos construindo. Mas a grande mudança na saúde não serão as obras físicas. Elas são importantes, mas a grande obra vai ser a transformação do modelo de gestão, para melhorar a eficiência da aplicação do dinheiro público e os resultados que precisamos entregar ao cidadão”, afirmou.

A proposta, de acordo com Mendes, é que o Estado deixe de concentrar esforços na gestão direta das unidades e passe a se especializar no controle, fiscalização e avaliação dos contratos, cobrando metas e resultados.

Como exemplo, o governador citou a experiência no Hospital Regional de Cáceres, que possui dois anexos, soma mais de 300 leitos e atende toda a região oeste do Estado. Segundo ele, antes da contratação de uma OSS, o governo levantou o custo médio anual das unidades sob gestão direta, aplicou um desconto de 9% e ampliou em 30% o volume de serviços previstos no contrato.

Levamos isso para uma licitação. Ganhou uma OSS com grande know-how, experiência na gestão de grandes hospitais no Brasil e idoneidade técnica e financeira. Ela ofereceu prestar 35% a mais de serviços do que fazemos hoje, custando 9% a menos do que o Estado gastava”, destacou.

Para o governador, o resultado demonstra que a parceria com o setor privado pode gerar eficiência, sem aumento de custos, desde que haja critérios técnicos e acompanhamento rigoroso por parte do poder público.

Hospital Central

Nessa sexta-feira, o Hospital Central, que fica localizado no Centro Político Administrativo, foi inaugurado. A unidade será administrada pelo Hospital Israelita Albert Einstein, referência mundial em alta complexidade. Para a contratação, o Estado investe R$ 34,9 milhões por mês. Em contrapartida, o Hospital Central deverá realizar 5.400 cirurgias, 31 mil consultas e 52 mil exames por ano.

A unidade vai oferecer serviços de cirurgia geral pediátrica, cirurgia ortopédica pediátrica, cirurgia urológica, cirurgia oncológica e hemodinâmica (cateterismo cardíaco e angioplastia). Os atendimentos começam no dia 19 de janeiro de 2026.

Atualmente, o Estado está construindo outros quatro novos hospitais regionais em Alta Floresta, Tangará da Serra, Juína e Confresa e ainda ergue outro grande hospital em Cuiabá, o Júlio Müller.

Veja vídeo:

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Mauro 22/12/2025

O problema é justamente esse a capacidade da SES/MT em fiscalizar os contratos. A dinâmica do SUS exige do gestor capacidade técnica em executar controle, avaliação e aiditoria no contratos o TCU auditou esses itens na Santa Casa e o resultado está na Internet para quem quiser avaliar... um fiasco.

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