MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
Questionado no MTTV da TV Centro América sobre a participação do ex-secretário de Estado Eder Moraes no processo da Operação Ararath, que investiga esquema de lavagem de dinheiro em MT, o candidato ao governo do Estado, Lúdio Cabral (PT) tentou mudar de assunto e inverter o foco para a participação do também investigado Fernando Mendonça, que foi o principal doador de campanha do senador de seu adversário, candidato Pedro Taques (PDT).
Quando questionado se gostaria que Eder Moraes subisse novamente em seu palanque, Lúdio tentou lembrar o caso de Taques. “Todos os apoios que recebi em 2012 foram apoios públicos, transparentes à luz do dia. Não recebi nenhum tipo de apoio ‘subterrâneo’, como a própria Operação Ararath revelou em relação aos nossos adversários”, alfinetou.
Incomodado com a ligação a Eder Moraes, feita pelo apresentador Elias Neto, o candidato pontuou que, atualmente, vem construindo uma nova campanha, que tem (segundo ele) novos apoios.
Foi preciso que o apresentador voltasse a insistir na pergunta para que Lúdio emitisse alguma opinião sobre Eder voltar a participar de sua campanha. Pressionado, o petista dispensou o ex-secretário.
“Ele tem muitos problemas para resolver com a Justiça. A Operação Ararath está produzindo uma investigação correta, aprofundada, que eu espero que esclareça todos os crimes que estão sendo investigados e os responsáveis punidos severamente e quem for inocente seja inocentado”, pontuou.
Em sua entrevista, o candidato também falou sobre a atuação de sua candidata a vice-governadora Teté Bezerra (PMDB), que, segundo ele, traz o diferencial da participação feminina.
Sobre suas propostas, Lúdio frisou seus projetos para a área de saúde pública, nos quais prevê a criação de um programa estadual para a contratação de médicos especialistas, a construção do Hospital Central de Cuiabá e a retirada das OSSs da coordenação dos hospitais regionais.
















