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Cuiabá, 17 de Junho de 2026
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11 de Setembro de 2014, 14h:28 - A | A

POLÍTICA / GUERRA ELEITORAL

Lúdio diz que doadores de Taques são devedores do Estado com interesses escusos

Lúdio ressaltou que ao apoiarem Taques, o real interesse dos nomes mais afortunados do agronegócio mato-grossense possa ser contribuir para eleger um governador que os beneficie, principalmente no que diz respeito ao não pagamento de impostos.

MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO



Após atacar seu adversário Pedro Taques (PDT), em seu programa eleitoral, que expôs imagens dos apoiadores do candidato do PDT, fazendo ligações dos mesmos com episódios de escândalos de corrupção, o candidato a governador Lúdio Cabral (PT),mirou sua ‘metralhadora eleitoral nos maiores doadores da campanha de seu adversário, todos ligados ao agronegócio, sendo muitos deles da família do senador e ex-governador Blairo Maggi (PR).

Em entrevista aos jornalistas, Lúdio ressaltou que ao apoiarem Taques, o real interesse dos nomes mais afortunados do agronegócio mato-grossense possa ser contribuir para eleger um governador que os beneficie, principalmente no que diz respeito ao não pagamento de impostos.

“O que me preocupa, além dos apoios políticos, são os interesses que comandam a campanha do Taques hoje, que são interesses econômicos de uma meia dúzia de bilionários que querem a todo custo continuar tendo facilidades na relação com o Estado como no incentivo fiscal. Alguns desses bilionários não pagam imposto no estado hoje são devedores de impostos. Enquanto doam R$ 1 milhão para campanha e deixam de pagar R$ 2 milhões de impostos.”, frisou.

Lúdio ainda fez questão de frisar os nomes dos principais doadores de Taques, que seriam devedores do Estado, que são o proprietário do Grupo Bom Jesus, José Vigolo, que doou R$ 950 mil à campanha do pedetista e deveria cerca de R$ 2 milhões ao Estado, além do rei da soja, Eraí Maggi (PP).

“Alguns desses bilionários não pagam imposto no estado hoje são devedores de impostos. Enquanto doam R$ 1 milhão para campanha e deixam de pagar R$ 2 milhões de imposto."

 

“Alguns desses bilionários não pagam impostos no Estado hoje são devedores de impostos. Enquanto doam R$ 1 milhão para campanha e deixam de pagar R$ 2 milhões de imposto. Esse é um doador específico que citei no debate da Record,  o José Vigolo e o Eraí Maggi,  que entram na Justiça para não pagar impostos para o Estado. Para não pagar ICMS, então que interesses a candidatura do Taques representa? São interesses políticos dos que já governaram o Estado e interesses econômicos comprometidos com uma parcela muito pequena da população”, disparou.

O petista também ressaltou que o fato da maioria das doações da campanha de Taques terem sido de membros da família Maggi reforça sua teoria.

“Evidencia o compromisso de uma parte pequena, os compromissos do topo da pirâmide social do estado com a candidatura dele. O Taques precisa esclarecer que interesses ele vai representar no governo. Eu só estou dizendo que ele está sendo financiado por uma meia dúzia de bilionários que têm interesses econômicos no estado hoje, que vivem de facilidades na relação com o poder do Estado e que estão financiando a campanha dele”, ressaltou.

DOAÇÕES DE CAMPANHA

De acordo com a segunda parcial de prestação de contas, liberada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no último sábado (6), Pedro Taques recebeu R$ 11.279.549,59 milhões em doações para sua campanha.

Em segundo lugar ficou o candidato pelo PSD, José Riva, que conseguiu viabilizar R$ 572.726,97 mil, seguido por Lúdio Cabral (PT), com R$ 304.154,66 mil, José Roberto (PSOL), com R$ 95.712,41 mil, e Muvuca (PHS), 9,8 mil.

Entre os principais doadores de campanha de Pedro Taques, a família Maggi é a principal fonte de renda.

Sozinho, o primo do senador Blairo Maggi (PR), o mega produtor rural Eraí Maggi (PP), doou mais de R$ 1,5 milhão, inclusive por meio de sua empresa, o Grupo Bom Futuro.

Demais produtores do clã “Maggi Scheffer” doaram mais de R$ 2,5 milhões ao candidato da oposição. 

Com as despesas de sua campanha, Taques gastou R$ 10.208.211,11 milhões com pessoal, material de expediente, locação de veículos e pagamento de produtoras para criação da propaganda eleitoral.

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