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30 de Setembro de 2026

30 de Setembro de 2026, 07h:40 - A | A

POLÍTICA / COMANDO DO PARLAMENTO

Ilde Taques diz que tem 15 votos e articula chegar a 17 para vencer eleição da Mesa Diretora

Na reta final da disputa pelo comando da Câmara de Cuiabá, parlamentar confirma apoios e aposta na adesão de novos aliados

RepórterMT/Karine Arruda

A eleição da nova Mesa Diretora está marcada para 6 de outubro.

A eleição da nova Mesa Diretora está marcada para 6 de outubro.

ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



A disputa pela presidência da Câmara Municipal de Cuiabá para o próximo biênio continua intensa, principalmente nos bastidores. O vereador Ilde Taques (Podemos) afirmou hoje (29) que tem 15 votos garantidos e declarou que articula para ampliar a base para 17 apoios até a eleição da Mesa Diretora, marcada para o dia 6 de outubro.

Em entrevista coletiva, Ilde detalhou a consolidação de seu grupo político e celebrou a chegada da vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), que rompeu com Dilemário Alencar (União) para aderir ao projeto. "Agradecer à baixinha, ela vem para reforçar o nosso projeto, veio num momento muito importante, uma mulher de palavra, uma mulher honesta, uma mulher honrosa", declarou.

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Na contagem de Ilde, o bloco reúne atualmente Adevair Cabral (SD), Baixinha Giraldelli (SD), Chico 2000 (sem partido), Jeferson Siqueira (PSD), Dídimo Vovô (PSB), Maysa Leão (Republicanos), Eduardo Magalhães (Republicanos), Daniel Monteiro (Republicanos), Alex Rodrigues (Podemos), o próprio Ilde, Katiuscia Mantelli (Podemos), Drª. Mara (Podemos), Sargento Joelson (Podemos), Michelly Alencar (União) e Maria Avallone (PSDB).

A eleição da Câmara é marcada por forte tensão devido à tentativa da atual presidente, Paula Calil (PL), de viabilizar sua recondução ao cargo. A articulação do grupo depende de uma mudança no Regimento Interno. Ilde Taques criticou duramente a alteração das regras às vésperas da votação. "O nosso grupo sempre foi contrário [...] à forma como foi colocado, num momento inadequado, nas vésperas de uma eleição. Você não pode mudar o jogo na véspera da eleição, o processo fica prejudicado".

A exigência de dois terços dos votos para alterar o Regimento Interno era o principal obstáculo enfrentado pelo grupo de Paula. Com os 27 vereadores presentes, a maioria simples corresponde a 14 votos; o número necessário pode variar conforme a presença em plenário.

A decisão judicial foi tomada em um mandado de segurança apresentado pelo vereador Wilson Kero Kero (PMB). Conforme o RepórterMT noticiou no sábado (26), ela autorizou a retomada da votação da proposta, que havia sido suspensa durante a disputa sobre o quórum.

De autoria do vereador Marcus Brito Júnior (PV), o projeto altera o Regimento Interno para permitir uma recondução sucessiva ao mesmo cargo da Mesa Diretora dentro da mesma legislatura. Se a mudança for aprovada, Paula poderá disputar novamente a Presidência da Câmara. A aprovação do texto, por si só, não a reconduz ao posto.

A eleição da nova Mesa Diretora está marcada para 6 de outubro. Até lá, os vereadores precisam decidir se mudam a regra que hoje impede a candidatura de Paula à recondução.

Veja o vídeo:

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