RepórterMT/Karine Arruda

Reconhecendo que tem apenas o próprio voto, Dilemário disse que não vai aderir a outro projeto pela Presidência,
ANA ADÉLIA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT
Isolado na disputa pela Mesa Diretora da Câmara Municipal de Cuiabá e após ver a única aliada, vereadora Baixinha Giraldelli (Solidariedade), migrar para o bloco adversário liderado por Ilde Taques (Podemos), o vereador Dilemário Alencar afirmou hoje (29) que manterá sua candidatura à Presidência da Casa.
Com a votação do projeto de resolução que viabilizaria a recondução da atual presidente, Paula Calil (PL), ficando de fora da pauta do dia, o cenário permanece de incerteza, já que a única forma de entrar em votação antes do pleito marcado para a próxima terça-feira (6) é por meio de uma sessão extraordinária.
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Dilemário adotou tom de serenidade, mas garantiu firmeza em seus posicionamentos. "Nem que eu fique sozinho, só o voto do vereador Dilemário, eu vou manter a minha palavra. Minha palavra não tem curva", declarou.
O parlamentar reconheceu a falta de apoios, mas ponderou que o jogo político ainda está em aberto até o dia 6 de outubro. "Eu tenho quatro mandatos, vocês me conhecem, a população cuiabana me conhece. Hoje eu só sei de uma coisa, né? Eu só tenho o meu voto. Agora, muita coisa pode acontecer", avaliou.
Apesar de ser ligado à base governista que apoiava Paula Calil, Dilemário reiterou sua independência institucional e defendeu que o Poder Executivo não deve interferir nos rumos do Legislativo. "O executivo não tem que se envolver em eleição de Mesa Diretora da Câmara", pontuou.
Mesmo diante do avanço do grupo de Ilde, que anuncia ter 15 votos consolidados com a possibilidade de chegar em 17 votos, o vereador relembrou eleições passadas que ocorrem reviravoltas. Mesmo sem citar nomes, ele disse que já viu eleições serem dadas como ganhas e na última hora tudo mudar. "Muita coisa vai acontecer ainda".
Veja o vídeo:













