Reprodução Tvca

Os dois apontaram demora no atendimento, falta de profissionais e problemas na estrutura hospitalar do Estado.
DO REPÓRTERMT
Natasha Slhessarenko e Wellington Fagundes fizeram coro nas críticas à saúde pública estadual durante o debate entre os candidatos ao Governo de Mato Grosso, realizado pela TV Centro América na noite desta terça-feira (29). Os dois apontaram demora no atendimento, falta de profissionais e problemas na estrutura hospitalar do Estado.
A discussão começou quando Natasha perguntou a Wellington quais medidas adotaria para reduzir a fila de pacientes que aguardam consultas e exames. A candidata também questionou a concentração de médicos em Cuiabá e a baixa utilização de hospitais recém-inaugurados.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
Na réplica, Natasha relatou o caso de um paciente que, segundo ela, teve uma colonoscopia solicitada com urgência, mas recebeu a resposta meses depois de morrer.
“Eu sei exatamente a dor que você, cidadão e cidadã, que está aí nos assistindo nesse momento, a fila homérica que tem para fazer uma consulta, para fazer um exame”, declarou.
A candidata defendeu a convocação de profissionais aprovados em concursos e a realização de novos certames. Ela também criticou a terceirização dos serviços de saúde e afirmou que pretende fortalecer hospitais municipais, regionais e de pequeno porte para reduzir a necessidade de transferência de pacientes.
Wellington respondeu que pretende descentralizar o atendimento e apontou a falta de profissionais como um dos principais problemas no interior. Segundo ele, a ampliação dos serviços depende da formação e qualificação das equipes, além da conclusão de hospitais.
“Porque se tiver o profissional capacitado, valorizado, com certeza nós vamos melhorar muito a saúde. E a descentralização da saúde se faz com a conclusão desses hospitais”, afirmou.
O candidato criticou a atual gestão ao mencionar a situação da Santa Casa de Cuiabá e disse que quatro hospitais ainda precisam ser concluídos. Ele acrescentou que, além de finalizar as obras, será necessário garantir recursos para equipar as unidades e colocá-las em funcionamento.
Na tréplica, Wellington voltou a questionar a situação do Hospital Central, que, conforme afirmou, ainda não estaria habilitado. Também defendeu o pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) aos servidores e a ampliação de parcerias com hospitais filantrópicos.
Como proposta para reduzir a espera, prometeu implantar o prontuário digital e permitir o agendamento de atendimentos pelo celular.
“Nós vamos colocar o prontuário digital para funcionar, agendando pelo celular para que a pessoa não fique nessas filas”, disse.
Wellington ainda prometeu um mutirão estadual de cirurgias eletivas e a regularização dos pagamentos aos hospitais filantrópicos. Ao citar o Hospital Santo Antônio, em Sinop, afirmou que pagamentos antigos em atraso dificultam a ampliação do atendimento na unidade.













