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03 de Outubro de 2013, 06h:31 - A | A

POLÍTICA / CRISE NA SEDUC

Greve de professores e desgaste faz Silval rever presença de PT no staff

Rosa Neide deve assumir interinamente, enquanto Ságuas ficará na vaga de Homero Pereira, na Câmara Federal.

RENAN MARCEL

Pasta detém 25% do orçamento do Estado (Foto: Reprodução)

Pasta detém 25% do orçamento do Estado (Foto: Reprodução)

RENAN MARCEL



Rumores dão conta de que o governador Silval Barbosa (PMDB) estaria avaliando a possibilidade de tirar do Partido dos Trabalhadores (PT) a única pasta tocada pela sigla, a Secretaria Estadual de Educação (Seduc). A possibilidade foi ventilada nos bastidores durante visita à Arena Pantanal esta semana, após o peemedebista afirmar que a decisão sobre as nomeações na Seduc pertencem a ele, e não a sigla.

O presidente estadual do PT, Willian Sampaio, descartou nesta quarta-feira (2) qualquer possibilidade de a secretaria não ficar ‘nas mãos’ da legenda após a saída de Ságuas Moraes, que irá assumir a vaga do ex-deputado federal Homero Pereira (PSD) na Câmara dos Deputados em Brasília na próxima semana.

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“Não trabalhamos com esse cenário. Isso não está sendo considerado por nós. Não temos esse receio e nem haveria porque temer”, disse ele. O momento, na verdade, é delicado para o grupo. Os professores estão em greve a quase dois meses e, a sigla não conseguiu êxito nas negociações entre a categoria e o Governo.

O partido pretende se reunir com o governador ainda esta semana para conversar sobre a substituição do secretário, mas, de acordo com Sampaio, o anúncio do próximo nome indicado pelo PT só deve sair na segunda-feira (7), após reunião interna.

A pasta detém o maior percentual do orçamento do Governo do Estado (25%) e é o reduto do partido no Estado. Apesar de existir a possibilidade de Silval nomear alguém que não seja indicação do PT, Sampaio garante que a relação com o Governo não ficaria estremecida. “A relação do partido com o Governo continuará a mesma”, disse.

Nomes cotados

Provisoriamente, a primeira opção de Silval é o nome da secretária-adjunta de Educação, Rosa Neide, que já esteve à frente da secretaria no início da gestão do peemedebista. Mas o ex-deputado federal Carlos Abicalil e, principalmente, o deputado estadual Alexandre César também são cotados para o cargo.

Crise na Educação

Caso o Governo não consiga chegar a um acordo com o Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público de Mato Grosso (Sintep/MT) até final dessa semana, a grande missão do novo secretário será resolver o imbróglio deixado por Ságuas. O movimento grevista deixa mais de 400 mil alunos sem aula em todo o estado.

Leia mais: Analista vê "fraqueza" de Silval em deixar Seduc nas mãos do PT

 

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Maria Aparecida M da Silva 03/10/2013

OS PROFESSORES NÃO QUEREM TRABALHAR

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