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Cuiabá, 08 de Junho de 2026
08 de Junho de 2026

03 de Novembro de 2025, 20h:50 - A | A

POLÍTICA / IMPACTO BILIONÁRIO

Gallo alerta para reajuste no Judiciário e ironiza: “vamos vender picolé na rua”

Segundo ele, o aumento pode desencadear um efeito em cadeia entre os demais Poderes e gerar um impacto bilionário nas finanças estaduais

GUSTAVO CASTRO
APARECIDO CARMO



O secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, fez um alerta hoje (3) sobre os riscos fiscais do reajuste de 6,8% proposto pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) aos seus servidores. Segundo ele, o aumento pode desencadear um efeito em cadeia entre os demais Poderes e gerar um impacto bilionário nas finanças estaduais.

Essas decisões não pesam no dia seguinte, mas no futuro. Quando estivermos sem dinheiro por causa da reforma tributária, o que vamos fazer? Vender picolé na rua, como está acontecendo nos EUA com o ‘shutdown’”, disse o secretário, em tom de ironia.

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O projeto de lei, encaminhado pelo TJ em setembro deste ano, já foi aprovado em primeira votação pela Assembleia Legislativa e deve voltar à pauta nesta quarta-feira (6). O Judiciário calcula um custo de R$ 40 milhões neste ano, mas a Secretaria de Fazenda estima que, com o efeito cascata, o impacto possa chegar a R$ 1,6 bilhão.

Gallo também questionou a falta de estudos detalhados sobre os impactos previdenciários da proposta.

Uma coisa é calcular o aumento para este exercício. Outra é avaliar se haverá arrecadação suficiente para bancar as aposentadorias no futuro”, ponderou.

Para o secretário, o reajuste pode comprometer o equilíbrio fiscal e abrir precedente para novas pressões salariais.

Acaba gerando uma reação em cadeia. A pergunta será inevitável: se um teve aumento, por que o outro não pode ter?”, afirmou.

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Irene Messias da Silva 05/11/2025

Se não pode dar aumento pra todos, concordo com Galo. Por que o Judiciário merece? Se é a categoria de profissionais, mais bem remunerados. Ou seja um técnico administrativo no Judiciário, o salário é 03 X o salário de um técnico administrativo na esfera do executivo. E aqui não podemos esquecer da pasta da educação. Tão mais penalizadas de todas. Cadê o princípio constitucional da igualdade, da isonomia. Para inverter esses valores é preciso, de bala na agulha, nas decisões políticas. Ou seja coragem , sem medo de perder o bastão.

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Joao Carlos Cerqueira 04/11/2025

Pra o Legislativo, Judiciário etc sempre tem reajustes mas qdo fala pros servidores públicos aposentados e pensionistas o RGA não tem e se tiver quebra a folha de Pgto. Que desculpa vergonhosa apresentam.

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observador 04/11/2025

É SIMPLES SECRETARIO BASTA O GOVERNO DIMINUIR O DUODÉCIMO, A ISENÇÃO FISCAL DO AGRO E DAS EMENDAS PARLAMENTARES QUE OS COFRES PÚBLICOS NÃO IRÃO SOFRE ESSE SUPOSTO ROMBO.

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Helena Ana 04/11/2025

Se vocês vão vender picolé, imagina nos os pobres mortais? Vamos vender o que? Aff

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Macedao 03/11/2025

A arrecadação teve um superavit bilionário e o Mtprev está até aplicando seus recursos que estão abarrotados no caixa..

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5 comentários