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27 de Setembro de 2026

20 de Março de 2026, 07h:40 - A | A

POLÍTICA / MEDIDA PLACEBO

Gallo afirma que corte de impostos beneficia lucro da Petrobras e não derruba preço dos combustíveis para o consumidor

Secretário de Fazenda de MT questiona eficácia de reduções tributárias e cita "recorde histórico" de arrecadação da estatal em 2022 como exemplo de retenção de margem.

Mayke Toscano/Secom-MT

Secretário de Fazenda critica ineficácia de isenções após Governo Federal zerar impostos do diesel.

Secretário de Fazenda critica ineficácia de isenções após Governo Federal zerar impostos do diesel.

ANA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O secretário de Estado de Fazenda, Rogério Gallo, afirmou hoje (19), durante o Encontro Técnico Reforma Tributária na Prática, que a retirada de impostos sobre os combustíveis tem se mostrado ineficaz para reduzir o preço final pago pelo consumidor mato-grossense.

Segundo o secretário, estudos do governo indicam que a desoneração tributária acaba sendo absorvida por outros elos da cadeia, como a Petrobras e as distribuidoras, sem que o alívio financeiro chegue efetivamente aos postos.

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O secretário citou o ano de 2022, quando houve uma redução significativa de impostos, como prova de que a medida impulsionou os lucros das companhias em vez de beneficiar o cidadão.

"Já ficou provado que não chega na bomba. Quando você tira o imposto ele fica no meio do caminho, fica na Petrobras, fica nas distribuidoras. Só para terem uma ideia, 2022, quando aconteceu uma redução de imposto, foi o ano que a Petrobras mais lucrou. Teve um recorde histórico de arrecadação, então estamos estudando para verificar se tem eficácia ou não", declarou o secretário.

A fala ocorreu durante um encontro técnico para discutir a implementação do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS). O secretário defendeu que o foco deve estar na simplificação do sistema e na competitividade das empresas, em vez de cortes isolados que não se traduzem em redução de custos para o motorista.

Gallo reforçou que o Governo de Mato Grosso acompanha de perto a construção dos novos sistemas operacionais da reforma para garantir que a carga tributária seja gerida de forma transparente, evitando que benefícios fiscais fiquem "retidos no meio do caminho" pelas grandes corporações do setor de energia.

Na última semana, o presidente Lula assinou o Decreto nº 12.876 e a Medida Provisória nº 1.340/2026, que zeraram os impostos federais (PIS/Cofins) sobre o diesel e criaram subsídios para tentar frear a alta nos preços causada pela guerra no Oriente Médio.

O governo federal agora pressiona os governadores para que também isentem o ICMS, oferecendo compensar metade da perda de arrecadação.

No entanto, o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz) resiste à proposta, argumentando em nota institucional, que a medida que ignora a realidade fiscal das unidades federativas e a atual instabilidade internacional.

 

 

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