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27 de Setembro de 2026

18 de Março de 2026, 08h:15 - A | A

POLÍTICA / EFEITO GUERRA

Conselho de secretários de Fazenda barra pressão de Lula por corte no ICMS dos combustíveis

Rogério Gallo e colegiado de secretários alertam que redução no imposto não garante queda no preço da bomba e ameaça serviços essenciais como saúde e educação.

Secom-MT

Para Rogério Gallo e os demais secretários de Fazenda do país, qualquer nova redução de imposto deve ser conduzida com responsabilidade.

Para Rogério Gallo e os demais secretários de Fazenda do país, qualquer nova redução de imposto deve ser conduzida com responsabilidade.

ANA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT



O Comitê Nacional de Secretários de Fazenda (Comsefaz), que tem o secretário de Fazenda de Mato Grosso, Rogério Gallo, como um de seus diretores e articuladores, subiu o tom na terça-feira (17) contra a pressão do Governo Federal para que os estados reduzam o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) dos combustíveis.

Em nota institucional, o comitê classificou o pedido da União, feito na última quinta-feira (12), como uma medida que ignora a realidade fiscal das unidades federativas e a atual instabilidade internacional.

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A manifestação ocorre no momento em que os conflitos no Oriente Médio dispararam o preço do petróleo Brent em 41%, pressionando o custo do diesel no Brasil.

Segundo o Comsefaz, os estados já contribuem para o amortecimento dessas altas por meio do modelo de alíquota ad rem (valor fixo por litro), que impede que o aumento do preço internacional infle automaticamente a carga tributária estadual.

Risco aos serviços públicos

Para Rogério Gallo e os demais secretários de Fazenda do país, qualquer nova redução de imposto deve ser conduzida com responsabilidade.

O documento alerta que cortes impensados comprometem diretamente o financiamento de políticas públicas em Mato Grosso e nos demais estados, afetando áreas sensíveis como Saúde e Educação (setores que dependem de percentuais fixos da arrecadação do ICMS), além da Segurança Pública e Infraestrutura (áreas estratégicas para o escoamento da produção agrícola).

"A defesa das Fazendas Estaduais passa pelo fortalecimento da gestão fiscal e pela busca de soluções coordenadas que não desmontem o pacto federativo", reforça a entidade.

O grupo, que atua diretamente na formulação da Reforma Tributária, reafirma que permanece aberto ao diálogo com a União, mas rechaça medidas unilaterais que coloquem em xeque a sustentabilidade financeira dos estados e municípios brasileiros.

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz-MT) mas até a publicação desta matéria não obteve resposta.

 

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Aldo 18/03/2026

Porque o secretário não reagiu assim quando bolsonaro enfiou de goela a baixo uma redução de ICMS nos estados. Era só uma afinidade ao fascismo da época, fazer a população pagar essa conta por causa de uma privatização irresponsável da Petrobrás.

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