ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO
O debate entre os candidatos a governador de Mato Grosso realizado na noite deste domingo (28), pela Televisão Brasil Oeste (TBO), canal 8, teve um clima bem mais tranquilo, em relação a outros confrontos.
Dividido por temas, o programa teve formato “engessado”. Cada bloco tratou de setores da administração pública, com direito a perguntas entre os candidatos. Este foi o penúltimo encontro antes das eleições, que ocorrem em 5 de outubro.
O próximo debate será na TV Centro América, na próxima terça-feira (30).
O candidato pelo PDT, senador Pedro Taques e Lúdio Cabral (PT), que vem polarizando a disputa, tiveram poucos embates. As diferenças ficaram um pouco mais evidentes quando trataram dos temas como Logística, Segurança Pública, Saúde e Educação.
“Eu sempre faço debate propositivo. Não faço com ataques, mas se sou atacado tenho direito de me defender e isso eu sempre fiz. Nós mostramos ao cidadão as melhores propostas e tivemos condições de falar diretamente com o povo de Mato Grosso”, avaliou Taques ao fim do evento.
Lúdio afirmou que a divisão por temas também permitiu que os candidatos expusessem as fraquezas dos adversários. O principal tema de discórdia entre ele e Taques foi em relação as rodovias. O petista afirma que fará 1600 km de novas rodovias pavimentadas. Taques citou um relatório, segundo o qual, 80% das rodovias de MT estão em péssimo estado.
Janete: "Até o clima fica mais tranquilo quando você não sente que está num ringue"
“Talvez a dinâmica do debate permitiu um equilíbrio na participação de todos os candidatos. Tempo mais curto, mas foi um bom debate. Acho que houve espaço para expor as fraquezas dos candidatos, mas de uma outra forma. A partir da apresentação de propostas e do conhecimento real do Estado”, disse Lúdio.
Janete Riva (PSD), que já vinha mantendo uma linha propositiva de campanha, demonstrou menos nervosismo no confronto. Candidata há menos de 15 dias, ela substitui o marido José Riva (PSD), que teve o registro inferido pelo TSE.
“Fiquei satisfeita. Até o clima fica mais tranquilo quando você não sente que está num ringue. Talvez o modelo ‘engessado’ tenha contribuindo muito para isso”, disse ela. O candidato José Roberto do PSOL comentou sobre a mudança de postura dos candidatos. Segundo ele, a população tem cobrado uma campanha com mais propostas e menos baixarias.
“A população quer as propostas. Lamentamos os ataques. Temos que nos ater às necessidades do Estado. Temos ouvido a população e temos sentido que está faltando propostas. Os candidatos vem levando a questão mais para o lado pessoal, extrapolando a questão da coisa pública”, completou ele.
José Marcondes, o Muvuca (PHS) não pôde participar do debate porque teve o registro indeferido pelo TSE. Ele recorre da decisão em Brasília, mas não recebeu autorização do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE) para participar do encontro.
















