FERNANDA LEITE 12h00
DA REDAÇÃO
Em apenas 14 dias de comando no Palácio Alencastro, o prefeito em exercício, Júlio Pinheiro (PTB) já fez coisas que até o mais crédulo dos cuiabanos duvida. As atitudes de Pinheiro evidenciam duas possibilidades. Ou quer dar um tiro no pé de Galindo ou age a mando dele e, sua viagem a Portugal, em férias, não passa de cortina de fumaça, para não assumir o desgaste provocado pelas medidas.
Pinheiro já fez, em duas semanas, o que Galindo não teria tido a "audácia" realizar em um ano. Júlio já deu uma canetada e abriu caminho para a "privatização" da Sanecap. Eu outra canetada demitiu mais 380 contratos. Pinheiro, supostamente a mando de Galindo, começou uma verdadeira operação para tirar o máximo possível de tucanos do Alencastro e começou a "limpar" as indicações do ex-prefeito Wilson Santos (PSDB).
Ainda com sua caneta "mágica", desapropriou do Estádio Presidente Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha. A medida foi tomada para evitar que a Federação perdesse o local por determinação judicial para pagamento de dívidas. Com a língua afiada, e meio sem noção, esculhambou o presidente da Agecopa, Eder Moraes e detonou o VLT, novo modal de transporte coletivo de Cuiabá, que será construído para a Copa de 2014.
Júlio, como se não bastasse, arrumou mais uma polêmica. Autorizou o que Galindo anunciou, anunciou e, na hora H, "xixiu na arvrinha", como dizem os mais antigos cuiabanos. Pinheiro assumiu a bronca de trazer de volta os radares para Cuiabá. Tudo isso em apenas duas semanas.
Quando assumiu a prefeitura no dia 01 deste mês, Júlio Pinheiro disse que iria trabalhar até 20h por dia para aproveitar ao máximo a cadeira de prefeito. "Eu sou um cidadão que não tem medo de desafios e nem de desgaste. Tudo que fiz foi pensando no povo de Cuiabá como, por exemplo, o enxugamento de mais 350 funcionários - a máquina continua funcionando, uma prova de que há inchaço de servidores", disse.
Pinheiro se defende das críticas dizendo que somente nas demissões haverá uma economia nos cofres da prefeitura de R$ 1 milhão por mês. Sou honesto e estou cumprindo a lei. "A determinação para demitir é do Ministério Público. Eu só estou cumprindo o que é certo e não permitir contrato que ultrapassem os quatro anos", explica.
Até amanhã, Pinheiro promete uma nova polêmica. Disse que irá realizar mudança no projeto passe livre aos estudantes. Pinheiro não declarou qual será a medida tomada, porém, destacou que o sistema poderá deixar de existir com a implantação do Veiculo Leve sobre Trilhos- VLT.
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