MARCIA MATOS
DA REDAÇÃO
A diferença de até 10% entre os índices de intenção de votos, dos candidatos às chapas majoritárias comparando a pesquisa do Instituto Ibope, divulgada no dia 4 de setembro e a pesquisa do Instituto Mark, divulgada nesta quinta-feira (10), é avaliada pelos analistas políticos como uma variação da margem de erro, somada à pequena flutuação de opinião dos eleitores.
Para o RepórterMT os analistas João Edisom e Onofre Ribeiro ressaltaram que, apesar da discrepância, entre as pesquisas Ibope que apontou Pedro Taques com 43% das intenções de voto e do Mark, que apenas uma semana depois, apontou que o candidato teria 33,6% a variação do percentual seria normal.
De acordo com João Edisom é preciso analisar a margem de erro dos dois extremos de 3% para mais e para menos e não só o número médio que é divulgado pelos institutos.
“Uma pesquisa está levando para mais e outra para menos, mas se você pegar a margem de erro das duas e como o numero de indecisos ainda é muito grande essa flutuação ela se dá de um dia para o outro, mas é uma flutuação de 1 ou 2%. Se você pegar a margem de erro, mais a flutuação de 1 a 2%, jogar três pontos para baixo de uma e três pontos para cima de outra, mais 1.5, você vai ver que elas estão no mesmo patamar quase”, declarou.
Para Onofre Ribeiro é de se esperar que continuem a ocorrer consideráveis variações, nas porcentagens das intenções de voto em curto espaço de tempo, já que as campanhas ainda não teriam ‘ganhado as ruas’ neste pleito, o que contribui para que o número de eleitores indecisos não diminua.
“Então as pesquisas até o último momento eles vão oscilar com margem de erro grande e discrepância. Talvez um fato, uma entrevista ou um debate pode mudar de cinco a seis pontos para cima ou para baixo”, frisou.
Outros fatores ressaltados pelos analistas, que podem ter contribuído para a grande alteração das pontuações é a metodologia das pesquisas, que já estaria ultrapassada, além do número de municípios e eleitores que as pesquisas abrangeram, já que o Ibope ouviu 812 pessoas em 39 municípios e o Instituto Mark entrevistou 1.175 pessoas de 74 municípios.
ENTENDA AS DIFERENÇAS
Além da pontuação de Taques as pesquisas que foram realizadas entre 31 de agosto e 2 de setembro pela Ibope e de 04 a 07 de setembro pela Mark apontam diferenças consideráveis para os demais candidatos das majoritárias.
Como segundo colocado na disputa ao governo do Estado, Lúdio Cabral (PT), teria pela Ibope 16% e pela Mark 22%, José Riva (PSD) que teve pontuação de 13% na primeira pesquisa e 14%, na segunda. Apenas os candidatos José Roberto Cavalcante, (PSOL) e José Marcondes Muvuca (PHS) mantiveram a mesma pontuação em ambas as pesquisas, sendo 2% e 1% respectivamente. Para o Ibope os indecisos somam 18% e os votos brancos e nulos 7%, já para o Mark 23% estariam indecisos e 4,2% seriam votos brancos ou nulos.
Outra diferença considerável entre as pesquisas é a avaliação das intenções de voto para o Senado. De acordo com o Ibope o candidato do PR, Wellington Fagundes, havia tido uma queda, mas mantinha a liderança com 29%, seguido de Rogério Salles (PSDB) que teria tido um crescimento de 13 pontos chegando a 24% dos votos. Já para a pesquisa Mark os números são outros, Wellington teria saí de 27,6% para 32,18% e Salles de 18,2% para 18,6%. Quanto ao terceiro colocado para o Senado, o candidato Rui Prado, do PSD a pontuação do Ibope foi de 6% e do Mark de 7,3%.
As pesquisas do Ibope e da Mark Freitas estão registradas no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) sob os protocolos 00074/2014 e 00076/2014, respectivamente.

















31 é muvuca 11/09/2014
Eu voto em Muvuca, e não ei pq ele esta tão atrás asim, mas a urnas vai mostrar diferente vou de muvuca31
1 comentários