ANA ADÉLIA JÁCOMO
DA REDAÇÃO
Faltando 27 dias para as eleições, a campanha eleitoral para senador da República em Mato Grosso ganhou tom mais agressivo com a ascensão do tucano Rogério Salles na última pesquisa divulgada pelo Ibope.
Dados do instituto apontaram que ele acumula 24% das intenções de voto, apenas cinco pontos atrás do primeiro colocado Wellington Fagundes (PR). A amostra está registrada no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) sob o número MT-00074/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo número BR- 00522/2014.
A troca de acusações no horário eleitoral gratuito, na tevê e no rádio, tem sido intensa entre os dois candidatos, que polarizaram a disputa.
Esta semana, Wellington passou a expor em seu programa a ação civil pública com pedido de ressarcimento ao erário, na ordem de R$ 8.814.764,60 milhões, que a Procuradoria-Geral do Estado move contra Salles.
O candidato pelo PSDB responde há cinco anos processo por improbidade administrativa após ter negociado ações da Cemat (Centrais Elétricas Mato-grossenses) no valor de R$ 300 mil, em favor de terceiro, quando as ações valeriam, na realidade, mais de R$ 1,5 milhão. Leia mais AQUI.
“A campanha de Rogério Salles ataca e faz acusações infundadas. Em 2002, o ex-governador Dante de Oliveira confiou o Governo a Salles. Ele ficou no cargo menos de oito meses e, segundo o Supremo Tribunal Federal, desviou R$ 8 milhões dos cofres públicos”. Na propaganda de Wellington, ele acusa Salles de desviar R$ 1 milhão por mês durante os oito meses em que o tucano ficou à frente do Palácio Paiaguás.
“Não fez nada de relevante e deixou sua marca como a traição da confiança de Dante. A Justiça agora cobra dele o ressarcimento. Você daria oito anos de mandato para esse homem?”, diz trecho do horário eleitoral gratuito de Wellington.
O contra-ataque
Reprodução
Salles revida ataque de Fagundes
Salles encampou em seu programa eleitoral a bandeira do ex-senador Vicente Vuolo: a chegada da Ferronorte a Cuiabá. Ele aproveitou a visita do ministro dos Transportes, Paulo Passos (PR – mesmo partido de Wellington), que teria afirmado que a luta pelo projeto não é prioridade para o Governo Federal, para atribuir a Wellington a responsabilidade pela situação.
“Para Mato Grosso, o Governo Federal autorizou apenas os trechos de Sinop a Miritituba (PA) e de Sapezal a Porto Velho (RO). Wellington e Lúdio não disseram uma palavra em defesa de Cuiabá. É por isso que Mato Grosso precisa de um senador para lutar pelo Estado inteiro. A Ferronorte precisa ir para Sinop e Santarém, mas precisa ir pra Cáceres, Cuiabá, Lucas do Rio Verde e Sapezal”, afirma Salles na tevê e no rádio.
O tucano pega mais pesado ao insinuar que Wellington usa as emendas parlamentares, que tem direito como deputado federal, como moeda de troca para alimentar suposto esquema de corrupção no Estado.
“Um senador não pode permitir que até 30% dos recursos sejam desviados em propina e corrupção. Dinheiro de emenda tem que chegar 100%. Emenda não pode ser moeda de troca. O Governo usa as emendas para comprar apoio de deputados, que aliciam prefeitos e indicam empreiteiras para fazer obras. Isso é corrupção! Vamos acabar com o ‘rouba mais faz’, em Mato Grosso”, dispara Salles.
Apoiadores
Wellington, segundo Salles, faz sua campanha tendo que esconder alguns apoios para se manter na preferência do eleitorado. O republicano tem recebido, de forma moderada, o apoio do senador Blairo Maggi (mesmo partido) e do candidato a governador Lúdio Cabral (PT), além de nomes nacionais da sigla.
Em contrapartida, estaria tentando se desvencilhar da cúpula do PMDB, formada pelo governador Silval Barbosa, ex-secretário Éder Moraes, deputado federal Carlos Bezerra e candidata a vice-governadora Teté Bezerra.
Salles procura exaltar que tem o apoio do candidato a governador Pedro Taques (PDT), do prefeito de Cuiabá Mauro Mendes (PSB) e do presidenciável Aécio Neves (PSDB). Até mesmo a presidenciável Marina Silva (PSB), em franca ascensão nas pesquisas de intenção de voto, vem sendo citada como apoiadora da candidatura do tucano ao Senado.
Assista abaixo os vídeos da propaganda eleitoral gratuita dos candidatos Wellington Fagundes e Rogério Salles, respectivamente:
















