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Cuiabá, 17 de Junho de 2026
17 de Junho de 2026

24 de Junho de 2012, 08h:58 - A | A

POLÍTICA / TRAMPOLIM POLÍTICO

Brito condena "briga por vice" na corrida pelo Alencastro

O caso é tão sério que tem sido discurso de seguridade dos concorrentes ao Palácio Alencastro

THIAGO ITACARAMBY



Nem bem o processo eleitoral de 2012 foi colocado em prática já começaram os ataques contra os pretensos candidatos. A ideia de trampolim é tão forte que, a maioria dos partidos está de olho no cargo de vice, e não de cabeça de chapa. No ato de adesão dos partidos nanicos (PSDC, PSC e PRTB), no arco de alianças, o pré-candidato a prefeito pelo PSD, Carlos Brito, criticou a suposta utilização do cargo de prefeito da Capital como "escada" para disputar o Governo em 2014. O recado indiretamente foi dado aos prováveis adversários mal intencionados.

 

“A Capital precisa de decisões políticas e esse cenário não pode mais imperar em Mato Grosso, de pensar nas eleições como trampolim político. Temos que trabalhar de outras formas para conquistar a ascensão política”, cutucou o pré-candidato do PSD, Carlos Brito.

 

O caso tem sido discurso de ‘seguridade’ dos demais concorrentes ao Palácio Alencastro. Talvez o recente episódio envolvendo o ex-prefeito Wilson Santos, derrotado nas últimas eleições para o atual governador Silval Barbosa (PMDB), sirva de exemplo. Afinal, todos temem a rejeição e o ostracismo da carreira política.

 

Durante a semana, o deputado estadual e pré-candidato Guilherme Maluf (PSDB), quis ‘selar’ essa segurança ao eleitorado. Ele esteve no Cartório do 1º ofício no último dia 21 para registrar documento no qual se compromete a cumprir, caso eleito, os quatro anos de mandato.  A estratégia tenta o diferenciar do também tucano Wilson Santos, que tentou fazer da prefeitura “trampolim” para o Governo em 2010. Com a decisão, desafiaria o possível adversário Mauro Mendes (PSB) a fazer o mesmo. Nas eleições de 2008 WS também jurou que não daria o cargo ao vice, Chico Galindo, para tentar ser governador. Deu no que deu.

 

Em seu ato de pré-candidatura à Prefeitura de Cuiabá, o empresário Mauro Mendes (PSB), assegurou que, se eleito, ficará no cargo durante os quatro anos do mandato. Ele disse que a decisão de disputar às eleições municipais não deve interferir nas questões relativas às eleições gerais do partido. "Eu não usarei a Prefeitura de Cuiabá como trampolim para disputar a eleição de governador em 2014", se comprometeu o empresário. Porém, no meio político e até mesmo nas rodas de alianças de MM, o papo corrente é de que Mendes estaria sim, de olho em 2014.

 

O professor e articulista político, Alfredo da Mota Menezes, encara o processo de forma natural. Segundo ele, antes da tomada de decisão é preciso rever as circunstâncias e o cenário político. “Caso esteja favorável não vejo o problema em disputar [para governador]", afirmou.

 

Por outro lado, Menezes considera, apesar de natural, o tema é emblemático. Segundo ele a perda de uma eleição pode provocar um estrago na vida política do candidato. “Caso o Wilson Santos tivesse ganhado não teria ficado essa culpa. É natural essa decisão, mas é claro que a população, por sua vez, subentende que o candidato não pode aplicar o seu projeto político e, por um lado, acaba sendo fatal essa falta de compromisso, mas não é um bicho de sete cabeças deixar um cargo para ascender outro”, avalia.
 

O que todos os pretensos candidatos esquecem é que, antes de mais nada, é preciso combinar com o eleitor, que é quem os colocam ou os tiram de suas confortáveis cadeiras.

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