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29 de Outubro de 2025, 16h:38 - A | A

POLÍTICA / GAZA NO RIO

Bolsonarista detona omissão Lula: "Se continuar assim pode acontecer em outros estados"

Medeiros ainda pontuou que “não é com discurso” que a situação será resolvida, mas com integração da inteligência, controle das fronteiras e endurecimento das leis penais.

Assessoria

Parlamentar criticou postura do governo do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva (PT).

Parlamentar criticou postura do governo do presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva (PT).

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTERMT



O deputado federal José Medeiros (PL) classificou como uma questão de “segurança nacional” o combate ao tráfico de drogas no Brasil após as imagens de violência registradas no Rio de Janeiro, nessa terça-feira (28), durante uma operação das forças de segurança. Para o parlamentar, se o Governo Federal não tomar uma atitude, o cenário tende a se repetir em outras regiões do país.

“Se o Governo Federal continuar omisso, o Rio de Janeiro será apenas um trailer do que pode acontecer nos estados de fronteira. Precisamos entrar com força antes, não depois, com investimento em tecnologia, polícia forte, e sobretudo cerrar as fronteiras e cortar o dinheiro do crime”, disse o deputado ao .

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Medeiros ainda pontuou que “não é com discurso” que a situação será resolvida, mas com integração da inteligência, controle das fronteiras, cooperação entre as forças estaduais e endurecimento das leis penais.

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“Estamos falando de facções que hoje atuam com armamento de guerra, drones com explosivos e uso de civis como escudo humano. Isso já ultrapassou o limite do crime comum e se aproxima do terrorismo doméstico”, pontuou.

Ele ainda ressaltou que Mato Grosso é um estado que interessa ao crime organizado pela sua posição geográfica estratégica. “Nosso estado está na rota direta do tráfico internacional, fazendo fronteira com países que hoje têm facções e narcoguerrilhas atuando abertamente”, disse.

Guerra contra facção criminosa

Durante a operação policial realizada nos morros do Alemão e da Penha, foram mortas 121 pessoas, dentre as quais quatro policiais. É a ação policial com maior número de mortos da história do Rio de Janeiro.

Tudo começou com uma operação contra faccionados escondidos nas comunidades, durante a manhã. No início da tarde, as lideranças da facção criminosa predominante daquela região determinou que fossem realizadas ações em represália em diferentes pontos da cidade do Rio de Janeiro.

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Todo o efetivo da Polícia Militar do Rio de Janeiro foi colocado na rua. Questionado, o governador Cláudio Castro (PL) disse que pediu ajuda ao Governo Federal para que fossem cedidos blindados da Marinha, mas recebeu uma negativa como resposta.

Após a repercussão, integrantes da cúpula do governo, como o ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, vieram à público tentando responsabilizar o Governo do Estado.

“O que me causa estranheza e indignação é o Governo Federal se recusar a oferecer apoio imediato, quando a Constituição é claríssima: segurança pública é responsabilidade de todos os entes federativos, e a União tem o dever de agir quando a situação ameaça a soberania, especialmente em áreas sob o domínio do crime organizado”, destacou Medeiros.

“Se o governo pode mandar bilhões para a Nicarágua, Venezuela e Cuba, não pode faltar helicóptero, blindados e inteligência para proteger o povo do RJ”, concluiu.

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