ANA ADÉLIA JÁCOMO

Juarez Costa (detalhe) já teve cassação de mandato pedida por procurador eleitoral (Foto: Reprodução)
ANA ADÉLIA JÁCOMO
O prefeito de Sinop Juarez Costa (PMDB) irá continuar respondendo na Justiça por improbidade administrativa.
Ele é acusado pelo Ministério Público do Estado (MPE) de cometer irregularidades no contrato sem licitação com a empresa Auto Posto dos Ipês, que forneceu combustível por dois meses ao chefe do Executivo.
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Segundo a denúncia, Juarez fez o direcionamento da contratação da empresa, que por sua vez praticava preços acima do valor do mercado local, causando prejuízo ao erário.
O Tribunal de Justiça (TJ-MT), por meio da quarta câmara cível, decidiu por unanimidade dar continuidade na ação civil pública. O relator, desembargador José Zuquim, afirmou na decisão que há fortes indícios de crime. Agora, o processo irá seguir para o juízo de Primeira Instância.
Juarez já respondeu por outra ação polêmica. Juntamente com seu vice, Almeri Bambi (PT), o prefeito é acusado de abuso econômico e político, por suposta compra de votos nas eleições de 2008.
Nessa ação, o peemedebista também é acusado de fornecer combustível para eleitores. Aquele que adesivava o carro ganhava 15 litros de combustível, o que adesivava a moto ganha 10 litros, por semana.
Na época, o procurador eleitoral Thiago Lemos de Andrade defendeu a cassação de Juarez Costa, que também foi acusado de comprar, por R$ 500 mil, sentença do desembargador Evandro Stábile, afastado da Justiça Eleitoral.
Também são alvos da ação do MPE o presidente da Comissão Permanente de Licitação, Silvano Ferreira do Amaral, os integrantes da Comissão Adriano dos Santos e Vanusa Aparecida Serpa e os donos do posto de combustíveis Marcos Berving e Gerson Luis Werner.
A reportagem tentou manter contato telefônico com o prefeito, mas até a edição deste material ele não havia atendido ou retornado às ligações.












