VINÍCIUS ANTÔNIO
DO REPÓRTERMT
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a imagem de Nossa Senhora encontrada sem a cabeça aos pés da Cruz do Chilão, no bairro Santa Helena, em Cuiabá, já estava danificada quando foi deixada no local por um fiel. Segundo ele, a peça não foi destruída naquele espaço por outra pessoa. O caso ocorreu na semana passada e teve muita repercussão por suspeita de intolerância religiosa.
Conforme o relato do prefeito dado nessa terça-feira (29) em coletiva de imprensa na Câmara de Vereadores de Cuiabá, o fiel levou a imagem até a cruz como uma manifestação de fé. “Não foi um ato de uma pessoa colocar uma imagem de Nossa Senhora lá e uma outra, terceira pessoa ir lá e danificar aquela imagem. Não foi isso que ocorreu”, declarou.
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Abilio também afirmou acreditar que alguns católicos deixam imagens danificadas aos pés de cruzes por motivos religiosos. Entretanto, reconheceu não saber o que levou o fiel a agir dessa forma. “Não sei as motivações, mas um ato de fé da pessoa ali no local”, disse.
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Questionado sobre uma possível tentativa de aproximação política com os católicos, Abilio afirmou que mantém relações com a comunidade religiosa desde antes de assumir a Prefeitura. Como exemplos, citou encontros no Parque das Águas durante as campanhas eleitorais de 2020 e 2024 e a destinação de emendas quando era deputado federal.
O prefeito, que é evangélico, também mencionou a proximidade com lideranças católicas e negou que seu posicionamento esteja relacionado apenas à repercussão do caso.
“Eu não preciso provar para ninguém o meu respeito e a minha admiração à Igreja Católica”, afirmou.]
Repercussão no STF
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nessa quarta-feira (30) que a Polícia Federal (PF) e a Procuradoria-Geral da República (PRG) abram investigações para apurar uma sequência de ataques contra imagens e espaços sagrados em diversas regiões do país.
Reprodução/ Montagem
Decisão do ministro Flávio Dino mapeia vandalismo de norte a sul do país.
A ordem surge em meio ao acirramento da disputa eleitoral e à proliferação de campanhas de desinformação que começou após a circulação de conteúdos falsos que vinculavam o senador e candidato à presidência Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do país.
Entre os casos que compõem o dossiê analisado pelo STF estão duas ocorrências no território mato-grossense.
O documento cita o caso registrado em março em Jauru (a 463 km de Cuiabá), quando um homem de 47 anos foi detido após destruir com golpes de machado uma imagem de Nossa Senhora Aparecida instalada em uma capela na entrada do município. Câmeras de segurança flagraram a ação criminosa. Localizado pelas autoridades, o suspeito alegou aos policiais ter agido “a mando de espíritos”. (Veja o vídeo AQUI).
O despacho também engloba o episódio na tradicional Cruz do Chilão, ao qual Abilio comentou.
Veja vídeo









