Ricardo Stuckert

Questionado durante programa de televisão sobre boatos envolvendo Flávio Bolsonaro, presidente alegou desconhecer a falsidade do conteúdo que já havia sido desmentido por emissora de TV.
DO REPÓRTERMT
O presidente Lula (PT) declarou, durante entrevista ao programa Canal Livre nesse domingo (27), da Band, que “mexer com a Nossa Senhora Aparecida não é aceitável”. A declaração ocorreu após a circulação de conteúdos falsos que vinculavam o senador e candidato à reeleição Flávio Bolsonaro (PL) a uma suposta iniciativa para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do país.
Confrontado pelo entrevistador com o fato de que a narrativa tratava-se de fake news, ele tentou se fazer de desentendido. “Eu não sei se foi fake news. O dado concreto é que isso está na rede social muito forte”, afirmou.
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A desinformação teve início na última quinta-feira (24) através de perfis ligados à base governista, alcançando a marca de um milhão de postagens em menos de três dias, conforme levantamento do Instituto Democracia em Xeque. A notícia falsa ganhou força após uma reportagem da GloboNews que repercutiu a suposta mobilização, erro que levou a emissora a veicular uma retração pública horas depois.
A fake baseou-se em um vídeo gravado em agosto, no qual Flávio afirmou que, se eleito presidente, decretaria que o Brasil pertence ao "Senhor Jesus Cristo", uma declaração voltada ao eleitorado evangélico que foi convertida por perfis governistas em um suposto "ataque" aos católicos.
Para encorpar o boato, pegaram um projeto de lei de 2007, de autoria do ex-deputado e candidato à Câmara Federal por Mato Grosso, Victório Galli (PP), que pretendia mudar a lei do feriado do dia 12 de outubro e trocar a expressão "padroeira do Brasil" por "padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos".













