Cuiabá, 04 de Outubro de 2026
XX°C
RepórterMT - Notícias de Mato Grosso e Cuiabá Hoje
04 de Outubro de 2026

10 de Agosto de 2026, 07h:00 - A | A

POLÍTICA / DEBANDADA BOLSONARISTA

Abilio: PL perde ainda mais se expulsar prefeitos que não querem apoiar Janaina ou Wellington

Prefeito de Cuiabá diz que palanques para Wellington Fagundes e Janaina Riva devem ser construídos pelo diálogo e não por coerção

Karine Arruda/RepórterMT

Abilio concorda com Ananias sobre o veto do fundo eleitoral para quem não está 100% no projeto majoritário.

Abilio concorda com Ananias sobre o veto do fundo eleitoral para quem não está 100% no projeto majoritário.

ANA JÁCOMO
KARINE ARRUDA
DO REPÓRTERMT



O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), reagiu às articulações de bastidores para punir e expulsar os prefeitos do PL que declararam apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

A tensão interna explodiu após a aliança de Wellington com o MDB da deputada estadual Janaina Riva, movimento rejeitado publicamente por prefeitos de grandes polos do estado, como Rondonópolis, Campo Novo do Parecis, Primavera do Leste e o próprio prefeito de Cuiabá.

>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!

Questionado sobre as ameaças de expulsão e sobre as diretrizes impostas pelo presidente estadual da sigla, Ananias Martins de Souza Filho, que é secretário de Governo da Prefeitura de Cuaibá, ele avaliou que a imposição de candidaturas pela força é um erro tático que enfraquece o próprio partido.

LEIA MAIS: Prefeito de Primavera do Leste desafia Valdemar Costa Neto, banca apoio a Pivetta e admite risco de expulsão do PL

"Qualquer um que vai para essa linha de que 'se não me apoia, vou te expulsar', 'se não me apoia, vou te tirar', eu acho que o efeito colateral é muito maior no sentido de perder apoio do que no sentido de ganhar apoio", alertou Abilio.

A crise aumentou após declarações públicas dos prefeitos. Abilio chegou a afirmar em redes sociais que preferia ser expulso do PL a subir no mesmo palanque do MDB, partido que abriga adversários na capital e no interior.

A mesma posição foi endossada pelo prefeito de Rondonópolis, Cláudio Ferreira (PL), que combateu historicamente a hegemonia emedebista no município.

Apesar de criticar a retaliação, Abilio concordou com a decisão da executiva de vetar o repasse do fundo eleitoral para candidatos que não engajarem na campanha de Wellington Fagundes.

LEIA MAIS: Janaina: Rejeição de ala do PL é natural, sabíamos que haveria divergências em aliança

"Se o partido entende que os candidatos que não estão dentro do projeto político dele não devem usar o fundo partidário, eu também acho que está certo. O candidato que não está 100% junto com o processo não deve usar mesmo", opinou.

Contudo, ao comparar a situação com o cenário do próprio MDB e de outras siglas no Estado, o prefeito de Cuiabá defendeu que lideranças majoritárias precisam conquistar o apoio dos filiados com diplomacia e respeito às realidades locais, em vez de retaliação e truculência.

"O próprio senador Wellington, o próprio governador Mauro Mendes (...) têm se posicionado que não é pela força que vai conquistar o apoio dos seus filiados. Não tem porque tentar expulsar qualquer prefeito ou pessoa do partido, porque não é pela força que vai conquistar o apoio. Acho que é pelo diálogo, pela compreensão das particularidades de cada um", concluiu o prefeito.

A retaliação da cúpula do PL não se limita aos prefeitos. A direção do partido, liderada por Valdemar da Costa Neto, também estuda punir a vereadora Samantha Íris (PL), esposa de Abilio e pré-candidata a deputada estadual, além de aumentar a pressão sobre o deputado federal José Medeiros (PL), que disputa uma vaga ao Senado e se recusa a apoiar a chapa de Wellington.

Veja o vídeo:

Comente esta notícia