Repórter MT

Janaina e Jéssica não conseguem se eleger e quantidade de votos impressiona após mais de 30 anos de poderio familiar.
ANA ADÉLIA JÁCOMO
DO REPÓRTERMT
Com o encerramento da apuração e a consolidação dos resultados das Eleições Gerais de 2026 deste domingo (4), o clã da família Riva perdeu todas as disputas, colocando fim a um histórico contínuo de 32 anos de forte influência no parlamento estadual e federal, iniciado com a eleição do patriarca José Riva em 1994.
A deputada estadual Janaina Riva (MDB), que tentou dar um salto político concorrendo ao Senado, não só não foi eleita como amargou uma derrota inesperada. Com aproximadamente 96% das urnas apuradas, Janaina registrou apenas 14,43% dos votos válidos, totalizando 493.894 votos, e ficou fora das posições vitoriosas conquistadas por Mauro Mendes (União) e José Medeiros (PL).
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A trajetória da parlamentar na corrida ao Senado foi marcada por constantes turbulências e intensa artilharia de adversários. Embora tenha liderado pesquisas em diferentes momentos da campanha, Janaina lidou com forte desgaste público. Entre os flancos mais explorados pelos concorrentes esteve a polêmica na composição de sua chapa com os suplentes, incluindo nomes como Danilo Berndt Trento, projetado na CPI da Pandemia, e Rafael Yamada Torres, delator premiado em esquema no ex-governo de Silval Barbosa.
O histórico familiar também foi usado como munição pesada. O passado de seu pai, o ex-deputado José Riva, que encerrou a carreira em 2014, foi preso e fez delação premiada comprometendo-se a devolver R$ 92 milhões aos cofres públicos, foi frequentemente usado por opositores na campanha.
Com o fim de seu atual mandato na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) agendado para 31 de janeiro de 2027, Janaina deixará o cenário legislativo sem cargo a partir de fevereiro.
Tentativa frustrada de renovação
A queda do clã foi selada também na disputa proporcional. Irmã de Janaina, Jéssica Riva (MDB) tentou estrear na vida pública concorrendo a uma das 24 cadeiras da Assembleia Legislativa.
Lançada de última hora na vida política, Jéssica não conseguiu alcançar coeficiente suficiente para garantir uma cadeira no Legislativo estadual.
Sem representantes nas urnas deste ano, a família Riva assiste ao encerramento de um dos capítulos mais longevos da política mato-grossense.







